Cinco povos que nunca tiveram contato com o mundo externo correm o risco de serem exterminados. Um relatório lançado pela ONG inglesa Survival International indica que quatro tribos da Amazônia e uma no Chaco paraguaio estão perdendo suas terras para madeireiros, criadores de gado, fazendeiros e petrolíferas.
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Das cinco tribos, duas estão no Brasil. A mais
ameaçada é a dos awás, no Maranhão. A terra deles se transformou
em uma ilha de floresta rodeada por devastação. Por causa disso,
a região é cobiçada por madeireiros, que querem derrubar as
últimas árvores do local. Situação semelhante ocorre com os
índios do Rio Pardo, no noroeste de Mato Grosso, onde há
retirada ilegal de madeira.
Segundo relatório lançado nesta quarta-feira (27),
duas outras tribos ficam no norte do Peru. Os povos que vivem
entre os Rios Napo e Tigre, próximos à divisa com o Equador,
correm o risco de ter suas terras ocupadas por poços de
petróleo. Já as tribos do Rio Envira, na fronteira com o Brasil,
fogem das madeireiras que buscam mogno.
A única tribo de fora da Amazônia é a dos
ayoreo-totobiegosode, que vivem no Chaco paraguaio – uma região
parecida com o Cerrado brasileiro. Lá, o perigo são os grandes
fazendeiros que derrubam floresta para criar gado.
Em 2008, a Funai conseguiu fotografar tribos isoladas brasileiras que vivem no Acre. Elas podem entrar em conflito com outros povos isolados que fogem de madeireiras no Peru. (Foto: Gleilson Miranda-Funai/Divulgação)
Isolamento voluntário
A maior parte dos povos que vive de forma isolada na Amazônia sabe da existência do mundo exterior, mas evita o contato. Mesmo que o encontro entre essas tribos com o mundo externo aconteça de forma pacífica, há grande risco para os índios. Como não têm anticorpos para lidar com doenças comuns, como a gripe, eles morrem facilmente.
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