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29/05/09 - 10h06 - Atualizado em 29/05/09 - 10h12

Esquema pode ter facilitado exportação de 4 mil caminhões de madeira ilegal

Ministério Público Federal investiga fraudes no governo do Pará.
Secretaria de Meio Ambiente abriu processo contra funcionário.

Do Globo Amazônia, com informações do Bom Dia Brasil

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Um levantamento preliminar do Ministério Público Federal (MPF) indica que as empresas envolvidas em um esquema de fraudes de documentos no governo do Pará mandaram para o exterior 100 mil metros cúbicos de madeira ilegal, o suficiente para carregar cerca de 4 mil caminhões. O valor da madeira chega a aproximadamente R$ 30 milhões.

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Funcionários da Secretaria de Meio Ambiente são acusados de colaborar com o crime. O servidor Marcelo Silva Auzier, que controlava e emissão de licenças para transporte de madeira, está sendo processado administrativamente pelo governo.

Entenda como é possível ‘esquentar’ madeira ilegal .

Segundo a secretaria, ele foi um dos funcionários que participaram de um esquema para adulterar documentos e aumentar a quantidade de árvores que poderiam ser extraídas da floresta. Por telefone, Marcelo negou envolvimento e não quis gravar entrevista. As investigações revelaram que o esquema funcionava dentro da secretaria. 

 

O MPF informou que a corrupção na secretaria de meio ambiente do Pará é ainda maior. Os procuradores identificaram 30 empresas que teriam se beneficiado de documentação fraudulenta para exportar madeira retirada ilegalmente da Floresta Amazônica.

Segundo o procurador Daniel Cézar Avelino, funcionários da secretaria receberam propina para inserir créditos falsos no sistema de comercialização de madeira do estado. Os créditos dão direito a uma documentação que serve para esquentar madeira ilegal.

“As grandes exportadoras estão se beneficiando desses créditos, ou seja, madeira destinada para fora do país”, diz o procurador da República Daniel Cézar Avelino. Como a documentação é original, não levantava suspeitas nos portos do Pará.

“A origem da madeira não é competência da Receita Federal, quando a mercadoria chega no porto de Belém, a receita já entende que todos os órgãos já realizaram a fiscalização necessária”, explica Plínio Matos Vieira, da Receita Federal/PA.

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