Um levantamento preliminar do Ministério Público Federal (MPF)
indica que as empresas envolvidas em um esquema de fraudes de
documentos no governo do Pará mandaram para o exterior 100 mil
metros cúbicos de madeira ilegal, o suficiente para carregar
cerca de 4 mil caminhões. O valor da madeira chega a
aproximadamente R$ 30 milhões.
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Funcionários da Secretaria de Meio Ambiente
são acusados de colaborar com o crime. O servidor Marcelo Silva
Auzier, que controlava e emissão de licenças para transporte de
madeira, está sendo processado administrativamente pelo governo.
Entenda como é possível ‘esquentar’ madeira ilegal
.
Segundo a secretaria, ele foi um dos funcionários
que participaram de um esquema para adulterar documentos e
aumentar a quantidade de árvores que poderiam ser extraídas da
floresta. Por telefone, Marcelo negou envolvimento e não quis
gravar entrevista. As investigações revelaram que o esquema
funcionava dentro da secretaria.
O MPF informou que a corrupção na secretaria de meio ambiente do
Pará é ainda maior. Os procuradores identificaram 30 empresas
que teriam se beneficiado de documentação fraudulenta para
exportar madeira retirada ilegalmente da Floresta Amazônica.
Segundo o procurador Daniel Cézar Avelino,
funcionários da secretaria receberam propina para inserir
créditos falsos no sistema de comercialização de madeira do
estado. Os créditos dão direito a uma documentação que serve
para esquentar madeira ilegal.
“As grandes exportadoras estão se beneficiando
desses créditos, ou seja, madeira destinada para fora do país”,
diz o procurador da República Daniel Cézar Avelino. Como a
documentação é original, não levantava suspeitas nos portos do
Pará.
“A origem da madeira não é competência da Receita
Federal, quando a mercadoria chega no porto de Belém, a receita
já entende que todos os órgãos já realizaram a fiscalização
necessária”, explica Plínio Matos Vieira, da Receita Federal/PA.
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