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30/05/09 - 07h05 - Atualizado em 01/06/09 - 18h01

Reservas de Rondônia perderam 178 km² de florestas em 2008, aponta Sipam

Área corresponde a cerca de dez vezes a Ilha de Fernando de Noronha.
Floresta Nacional do Bom Futuro foi local mais devastado.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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A transformação de florestas em parques, reservas e terras indígenas não oferece proteção total a esses lugares. Um estudo realizado pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) revela que, em 2008, as reservas do estado de Rondônia perderam 178,5 km² de cobertura vegetal. A área corresponde a cerca de dez vezes o tamanho da Ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco.

 

Foto: Sipam/Divulgação

Floresta Nacional do Bom Futuro já perdeu 28% de suas matas, e abriga cerca de 35 mil cabeças de gado criadas ilegalmente. (Foto: Sipam/Divulgação)

 

O número de reservas não é problema em Rondônia. O estado acumula 41 unidades de conservação estaduais, 14 federais e 20 terras indígenas. Juntas, essas áreas somam 103 mil km², área maior que o dobro do estado do Rio de Janeiro.

A proteção desses locais, contudo, deixa a desejar. Em 2008, a Floresta Nacional do Bom Futuro, que fica próxima à capital do estado, sofreu um desmatamento de 93 quilômetros quadrados. Somada toda a floresta que já foi derrubada lá ao longo da história, descobre-se que 28% da área de mata da reserva foi embora sobre caminhões de madeira ou nos fornos de carvão. 

Megaoperação

Desde o início de maio, um batalhão de agentes do Ibama, Instituto Chico Mendes (ICMBio), Polícia Militar Ambiental, Exército e Incra ocupa a Floresta do Bom Futuro. A ação é considerada a maior operação ambiental já realizada no Brasil, e tem como objetivo tirar da área as cerca de 35 mil cabeças de gado cridas ilegalmente.

No início, o Ibama anunciou que iria desocupar o local, que abriga cerca de 3 mil pessoas, segundo cálculos do próprio governo. Recentemente, contudo, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, declarou que a saída dos moradores será negociada, e um documento publicado pelo Ibama informa que nenhuma família será expulsa do local.

Um dos planos do Ministério do Meio Ambiente para o lugar é dividir a área em duas reservas distintas. A região devastada seria transformada em Área de Preservação Ambiental, um tipo de reserva que permite a exploração dos recursos naturais. Na região que ainda está preservada, a ideia seria implantar uma unidade de proteção integral, onde é proibida a ocupação humana.

 

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