O último sobrevivente de uma tribo supostamente massacrada pelos brancos vive escondido em uma área de floresta no sudoeste de Rondônia. Conhecido como “índio do buraco”, ele evita o contato com brancos, e é acompanhado passo-a-passo por uma equipe da Funai, que tenta protegê-lo.
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No meio da floresta, marcas em árvores,
vestígios de uma retirada de mel e cabanas de palha indicam que o índio continua vivo. Cada casa construída por ele esconde um buraco quadrado, profundo, que ainda é um mistério para os pesquisadores.
No início do ano, a Funai conseguiu fotografá-lo, mas nunca ninguém pôde se comunicar com ele. Para sua proteção, uma grande área de floresta entre cinco fazendas foi interditada, gerando insatisfação dos vizinhos. “Eu não acho certo haver um único índio para cinco mil hectares”, reclama o fazendeiro Rodrigo Sordi.
Flechada
O documentarista Vincent Carelli já conseguiu filmar o “índio do buraco”, mas levou uma flechada como recompensa. “Ele é um indivíduo traumatizado. Por ser o último sobrevivente, provavelmente sofreu uma cadeia de massacres”, acredita Carelli.
Funai conseguiu fotografar 'índio do buraco' no início do ano. (Foto: Funai/Divulgação)
Hoje, a única comunicação que a Funai mantém com o índio é o
oferecimento de alimentos. No meio da floresta, eles deixam
milho e amendoim. “Ele também já levou uma lona e um facão”,
conta Altair Algayer, o sertanista chefe da Frente de Proteção
Etno-Ambiental do Rio Guaporé.
Assista acima o programa Profissão
Repórter e veja imagens de uma tribo de índios isolados
descoberta há pouco tempo.
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