Cerca de 420 quilos de carne de paca, anta e porco-do-mato foram apreendidos em operações do Ibama realizadas na semana passada no sul do Amazonas, nas cidades de Guajará e Ipixuna. Além dos peças de animais silvestres, os fiscais também encontraram 15 jabutis vivos, 25 ovos de tracajá, duas peles de porco-do-mato e cinco espingardas.
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Carne apreendida foi doada para entidades filantrópicas. (Foto: Ibama-AC/Divulgação)
Segundo Adalberto Dourado, técnico ambiental que participou das
operações, a caça era comercial, e a carne seria vendida em
Guajará e Cruzeiro do Sul (AC). “Até pela quantidade
[apreendida], não era para consumo próprio. Uma das pessoas que
foram pegas contratou outra por R$ 50 para trabalhar por 15 dias
[na caça]. É um autêntico traficante de carne de animais
silvestres”, afirma.
Duas pessoas foram presas, mas vários outros
caçadores fugiram dos fiscais, abandonando equipamentos e carne
na floresta.
Caça com cachorros
A carne de caça é muito apreciada na região, inclusive nas
cidades, informa Dourado. Ele conta que o Ibama não age quando a
quantidade é pequena e os animais são mortos para sustento das
famílias. “O que a gente coíbe é a comercialização e a caçada
com cachorros. Quando o cachorro é bom, acaba com a caça, e
quando é ruim, espanta os animais da região”, explica.
A carne apreendida na operação do Ibama foi doada
entidades filantrópicas de Cruzeiro do Sul. Os jabutis vivos
foram devolvidos à natureza.
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