Senadores e deputados foram a Belém discutir a situação da pecuária no Pará. No mês passado, o Ministério Público recomendou a suspensão da compra da carne produzida em fazendas denunciadas por crimes ambientais.
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Produtores rurais e representantes de diversas
entidades ligadas à pecuária no Pará espalharam faixas de
protesto na Assembléia Legislativa. O presidente da Comissão de
Agricultura e Reforma Agrária do Senado e deputados federais
foram a Belém para discutir o assunto. A ONG Greenpeace foi
convidada, mas não compareceu.
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O representante da Associação Brasileira das Indústrias
Exportadoras de Carne criticou a decisão do Ministério Público
Federal. “Ela foi pautada por muitas medidas que não seguiram os
ritos legais e que, portanto, invalida todo o processo em curso.
Eles também não consultaram a cadeia produtiva da carne”, disse
Fábio Otávio Cançado, diretor da Associação Brasileira das
Indústrias Exportadoras de Carne.
A medida foi tomada em junho. Três grandes redes
de supermercados do país pararam de comprar o produto dos
frigoríficos que abateram gado proveniente de áreas desmatadas.
A suspensão do embargo depende de um termo de ajuste de conduta
entre os produtores, frigoríficos e o Ministério Público.
O acordo proposto pelo Ministério Público Federal
para a retomada das vendas ainda não foi assinado. Os
procuradores dizem que estão abertos ao diálogo. Mas se recusam
a suspender a recomendação que cancelou a compra da carne
produzida no Pará.
“Não há suspensão da recomendação. O tempo para
começar é o tempo que for necessário. Agora, o processo flui”,
disse José Potiguar, procurador da República.
O Greenpeace informou, em nota, que desistiu de
participar da audiência pública, em Belém, temendo protestos
violentos por parte dos pecuaristas. Outro motivo alegado pela
ONG foi a falta de disposição para o diálogo dos deputados
ruralistas do Pará.

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