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03/07/09 - 10h01 - Atualizado em 03/07/09 - 10h02

Pecuaristas do Pará tentam entrar em acordo com o Ministério Público

Procuradores haviam recomendado boicote a 'bois do desmatamento'.
Senadores e deputados participaram de reunião no Pará.

Do Globo Amazônia, com informações do Globo Rural

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Senadores e deputados foram a Belém discutir a situação da pecuária no Pará. No mês passado, o Ministério Público recomendou a suspensão da compra da carne produzida em fazendas denunciadas por crimes ambientais.

 

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Produtores rurais e representantes de diversas entidades ligadas à pecuária no Pará espalharam faixas de protesto na Assembléia Legislativa. O presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado e deputados federais foram a Belém para discutir o assunto. A ONG Greenpeace foi convidada, mas não compareceu. 

O representante da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne criticou a decisão do Ministério Público Federal. “Ela foi pautada por muitas medidas que não seguiram os ritos legais e que, portanto, invalida todo o processo em curso. Eles também não consultaram a cadeia produtiva da carne”, disse Fábio Otávio Cançado, diretor da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne.

A medida foi tomada em junho. Três grandes redes de supermercados do país pararam de comprar o produto dos frigoríficos que abateram gado proveniente de áreas desmatadas. A suspensão do embargo depende de um termo de ajuste de conduta entre os produtores, frigoríficos e o Ministério Público.

O acordo proposto pelo Ministério Público Federal para a retomada das vendas ainda não foi assinado. Os procuradores dizem que estão abertos ao diálogo. Mas se recusam a suspender a recomendação que cancelou a compra da carne produzida no Pará.

“Não há suspensão da recomendação. O tempo para começar é o tempo que for necessário. Agora, o processo flui”, disse José Potiguar, procurador da República.

O Greenpeace informou, em nota, que desistiu de participar da audiência pública, em Belém, temendo protestos violentos por parte dos pecuaristas. Outro motivo alegado pela ONG foi a falta de disposição para o diálogo dos deputados ruralistas do Pará.

 

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