Pesquisadores da Wake Forest University, nos EUA, fizeram
simulações com mais de 40 mil das 50 mil espécies de plantas da
Amazônia e chegaram à conclusão de que até 4.550 delas podem
desaparecer até 2050 devido ao uso do solo da região para
agricultura e pecuária.
Os pesquisadores Miles Silman e Kenneth Feeley
estimaram taxas de perda do habitat natural na região (veja o
mapa com a estimativa mais otimista feita pelos cinetistas, que
simula uma situação de "governança," em que seriam
tomadas medidas para conter a destruição do bioma) e, a partir
disso, calcularam quantas espécies vegetais devem desaparecer.
No cenário mais otimista considerado por eles, 2.400 espécies
estariam condenadas até 2050.
Simulação de quanto do bioma será perdido até 2050 por causa do avanço da agropecuária. O mapa representa o cenário mais otimista dos dois utilizados pelos cientistas da Wake Forest University. (Foto: Reprodução/Arte G1)
Apesar de prever milhares de extinções, os modelos calculados pelos pesquisadores, caso se mostrem corretos, podem ser considerados positivos do ponto de vista da conservação ambiental, pois outros estudos semelhantes costumam prever números muito mais graves.
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Os autores acreditam que isso acontece porque
estes outros estudos consideravam que todas as espécies estavam
distribuídas uniformemente pelo território. Feeley e Silman
calcularam seus modelos levando em conta que a Amazônia
Ocidental e as áreas próximas à calha do Rio Amazonas têm maior biodiversidade.
Segundo o artigo, a ser publicado na edição de julho da revista
“Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS), uma
das principais novidades do estudo é a conclusão de que a
extinção ou não de uma espécie de planta na Amazônia não tem
tanto a ver com a vastidão do território pelo qual se espalha,
mas com a localização de seu habitat.
Esse tipo de simulação, afirma o artigo, é
importante porque aponta os riscos que os diferentes usos do
solo representam para as diferentes espécies em cada parte da
Amazônia.
As 40 mil plantas vasculares (aquelas consideradas
“superiores”, com tecidos especializados para o transporte de
água e seiva) incluídas no estudo representam cerca de 80% da
diversidade que se estima haver na Amazônia.
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