Uma jovem que viu uma mãe e um filhote de bicho-preguiça
mal-alimentados e machucados à venda por R$ 50 numa feira de
Belém comprou os animais e os entregou ao Museu Emílio Goeldi
para que recebessem cuidados veterinários, segundo informações
da instituição.
O veterinário que está cuidando das preguiças,
Messias Costa, disse que elas têm a saúde muito debilitada e não
há previsão de quando estarão recuperadas. Ele explica que se
tratam de animais muito sensíveis e adaptados a viverem
pendurados nas árvores a certa altura do chão. Só de saírem de
seu habitat já correm risco de morte, por não encontrarem comida
adequada e não serem imunes às doenças a que não estão
acostumadas a serem expostas.
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Embora a mãe não tenha condições de alimentar seu filhote, eles foram deixados juntos na tentativa de reduzir o estresse. (Foto: Museu Emílio Goeldi/Divulgação)
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No caso do filhote, o risco era ainda maior, segundo Costa. “Quando há restrição alimentar, as mães dessa espécie abandonam os filhotes”, explica. O veterinário conta que a mãe teve as garras quebradas, possivelmente para ganhar uma aparência mais dócil. Para conseguirem se agarrar aos galhos, as preguiças têm garras longas. O filhote está tendo que receber alimentação artificial devido ao estado da mãe. Ainda assim, os dois foram deixados juntos no intuito de reduzir o estresse por estarem em ambiente estranho e terem sofrido maus-tratos.
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