O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta
quinta-feira (16) que foram selecionados os cinco primeiros
projetos que receberão recursos do Fundo Amazônia. Pelo menos
seis instituições serão beneficiadas, e o total desembolsado
será de R$ 45 milhões.
Minc não deu mais detalhes sobre os programas
financiados, mas adiantou que os projetos pertencem ao Inpa
(Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Inpe (Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais), Ipam (Instituto de Pesquisa
Ambiental da Amazônia), Imazon (Instituto do Homem e Meio
Ambiente da Amazônia) e governo do Amazonas.
Minc fala na reunião da SBPC, em Manaus. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)
“Escolhemos os melhores projetos para mostrar. Todo mundo ficará
de olho para ver se isso é maquiagem verde, picaretagem” disse
Minc durante palestra na reunião anual da SBPC (Sociedade
Brasileira para o Progresso da Ciência), em Manaus.
Em relação ao projeto ligado ao governo
amazonense, o ministro adiantou que será ligado a pagamento por
serviços ambientais. “[O pagamento será] para aqueles que
recuperarem corredores de biodiversidade, áreas degradadas e
matas ciliares.”
BR-319
Questionado sobre a negação da licença à reforma
da rodovia BR-319, que liga Porto Velho a Manaus, Minc voltou a
afirmar que não irá liberar a obra enquanto os parques, reservas
e postos de fiscalização não estiverem instalados ao longo da
estrada. “Enquanto a gente não for lá e fotografar uma por uma
as 28 unidades de conservação, não vai sair [a licença].”
Fundo Amazônia
O Fundo Amazônia, criado pelo governo brasileiro e gerido pelo
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
bancará projetos que contribuam para diminuir o desmatamento.
Diferentemente dos empreendimentos financiados pelo banco, os
projetos bancados pelo fundo receberão recurso a fundo perdido,
ou seja, não precisam devolver a quantia investida.
Até agora, a principal doação ao fundo foi feita
pela Noruega, que desembolsou US$ 110 milhões (cerca de R$ 220
milhões), mas prevê enviar até US$ 1 bilhão se o Brasil
conseguir diminuir o ritmo de desmatamento.
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