Dois suspeitos foram presos em Paragominas (PA) após apresentarem documentação de transporte de madeira com dados falsos. Entre as irregularidades das guias florestais estavam placas de motos registradas como suposto meio de transporte para quantidades de madeira que só um veículo de carga, como um caminhão ou carreta, poderiam deslocar.
Segundo o Ibama, também havia guias com supostos transportes de
volumes acima da capacidade de qualquer veículo. Fazendo o
cruzamento de dados dos documentos, a fiscalização ainda
encontrou informações conflitantes, como um mesmo
caminhão fazendo dois transportes de cargas distintas ao mesmo tempo.
A guia florestal serve para que o fluxo de madeira
possa ser monitorado. Desde o corte na floresta, o volume
extraído fica registrado num sistema eletrônico sob a forma de
créditos, como numa conta bancária. Cada transporte entre as
empresas que compram e vendem a madeira precisa ser registrado
no sistema e tem de ser feito acompanhado da guia. O método
permite à fiscalização, por exemplo, determinar o volume legal
exato que uma madeireira pode ter em seu pátio.
Por meio de fraudes no sistema e criação de guias
com dados fictícios, é possível “esquentar” madeira extraída
ilegalmente de áreas não autorizadas e até unidades de
conservação (veja infográfico abaixo).
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A primeira das duas prisões em Paragominas
aconteceu na terça-feira (28) e a segunda na quarta-feira (29).
Os dois detidos trabalham para madeireiras da cidade paraense. O
primeiro suspeito preso foi multado em R$ 400 mil pela inserção
de dados falsos no sistema eletrônico de produtos florestais,
segundo informações do Ibama. Nos dois casos, a Justiça deve
estipular um valor para fiança, informa o instituto ambiental.
As prisões aconteceram dentro de uma operação que
combate a extração ilegal de madeira e o desmatamento nas
regiões vizinhas de reservas ambientais e indígenas no oeste do
Maranhão, área próxima a Paragominas e uma das que a mais sofrem
com a devastação descontrolada na Amazônia. Além do Ibama,
participam da operação a Polícia Federal (PF), a Polícia
Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional de Segurança (FNS).
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