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30/07/09 - 09h29 - Atualizado em 30/07/09 - 09h29

Dois suspeitos são presos com guias de transporte de madeira falsas no PA

Madeireiros alegam ter transportado cargas de madeira em motos.
Documentos fraudados servem para 'esquentar' madeira.

Dennis Barbosa Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Dois suspeitos foram presos em Paragominas (PA) após apresentarem documentação de transporte de madeira com dados falsos. Entre as irregularidades das guias florestais estavam placas de motos registradas como suposto meio de transporte para quantidades de madeira que só um veículo de carga, como um caminhão ou carreta, poderiam deslocar.

 

Segundo o Ibama, também havia guias com supostos transportes de volumes acima da capacidade de qualquer veículo. Fazendo o cruzamento de dados dos documentos, a fiscalização ainda encontrou informações conflitantes, como um mesmo caminhão fazendo dois transportes de cargas distintas ao mesmo tempo.

A guia florestal serve para que o fluxo de madeira possa ser monitorado. Desde o corte na floresta, o volume extraído fica registrado num sistema eletrônico sob a forma de créditos, como numa conta bancária. Cada transporte entre as empresas que compram e vendem a madeira precisa ser registrado no sistema e tem de ser feito acompanhado da guia. O método permite à fiscalização, por exemplo, determinar o volume legal exato que uma madeireira pode ter em seu pátio.

Por meio de fraudes no sistema e criação de guias com dados fictícios, é possível “esquentar” madeira extraída ilegalmente de áreas não autorizadas e até unidades de conservação (veja infográfico abaixo).

 

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A primeira das duas prisões em Paragominas aconteceu na terça-feira (28) e a segunda na quarta-feira (29). Os dois detidos trabalham para madeireiras da cidade paraense. O primeiro suspeito preso foi multado em R$ 400 mil pela inserção de dados falsos no sistema eletrônico de produtos florestais, segundo informações do Ibama. Nos dois casos, a Justiça deve estipular um valor para fiança, informa o instituto ambiental.

As prisões aconteceram dentro de uma operação que combate a extração ilegal de madeira e o desmatamento nas regiões vizinhas de reservas ambientais e indígenas no oeste do Maranhão, área próxima a Paragominas e uma das que a mais sofrem com a devastação descontrolada na Amazônia. Além do Ibama, participam da operação a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional de Segurança (FNS).

 

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