A época com menos chuvas na Amazônia já começou e, por isso, tem aumentado também a incidência de queimadas na região.
A maior presença de focos de fogo é claramente observável no mapa interativo do Globo Amazônia (clique para ver), especialmente na região do “arco do desmatamento”, faixa que se estende por todo o limite sul e leste do bioma amazônico, onde a floresta faz transição para o cerrado, paisagem natural também muito afetada pelas queimadas.
Em comparação a junho, o mês de julho teve um aumento de mais de
100% nos focos de queimada detectados pelo Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Inpe) na Amazônia Legal. Em comparação ao
mês anterior, o aumento foi ainda maior - mais de 650%.
Aprenda a vigiar o desmatamento com o mapa interativo do Globo Amazônia
Queimada destroi a floresta amazônica em 2008. (Foto: Rodrigo Baleia/Divulgação)
No final do mês de julho, apareceram até alguns focos no
Amazonas, em regiões centrais da floresta, mais úmidas, como
Autazes, Urucará e Presidente Figueiredo, que, segundo o Inpe,
estão há mais de 20 dias sem chuva.
Como o aumento e posterior redução das queimadas é
um fenômeno que acontece todos os anos, os órgãos ambientais já
contam com isso e fazem planos para tentar minimizar o dano à floresta.
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Elmo Monteiro, chefe do Centro Nacional de
Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), que faz
parte do Ibama, aponta que novas brigadas estão sendo
organizadas nos estados amazônicos para entrar em ação já a
partir da próxima semana.
O Prevfogo é sediado em Brasília e conta com coordenações estaduais que avisam as brigadas sobre os incêndios detectados por satélite. “Os brigadistas estão espalhados pelos municípios mais afetados pelo desmatamento”, explica Monteiro.
Bombeiros
Além dos brigadistas do Prevfogo, que recebem treinamento e equipamento para combate a incêndios florestais, o sistema conta também com a colaboração dos bombeiros de cada estado. “Mas há muitos municípios que não têm bombeiros. Aí fica a cargo apenas dos brigadistas”, comenta.
O chefe do Prevfogo explica que está em curso um programa de
conscientização dos agricultores da região, em parceria com a
Embaixada da Itália, para alertá-los para os riscos do uso do
fogo para limpar terrenos, em especial na época mais seca do
ano. “Muitos deles acham que quanto mais seca está a vegetação,
melhor, porque queima mais rápido. Só que o fogo queima a área
dele, a do vizinho e por aí vai”, comenta.
Monteiro diz que o fogo florestal de origem
natural, causado, por exemplo, por raios, raramente acontece.
“Geralmente as queimadas ocorrem pelo mau uso do fogo”, aponta.
Segundo ele, os pequenos agricultores acabam causando mais
queimadas porque não têm recursos para compra de equipamentos
para limparem suas áreas de plantação.

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