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04/08/09 - 10h14 - Atualizado em 04/08/09 - 20h01

Inpe detecta 578 km² de desmatamento na Amazônia em junho

Área equivale a metade do município do Rio de Janeiro.
Em comparação ao mesmo mês do ano passado, redução foi de 33%.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou desmatamento de 578,6 km² da floresta amazônica no mês de junho. A área equivale a cerca de metade do município do Rio de Janeiro. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (4).

 

Em comparação a junho do ano passado, quando o instituto detectou devastação de 870 km², houve redução de 33%. Em maio deste ano, haviam sido detectados 123,73 km².

 

Como ressalta o Inpe, uma comparação entre meses subsequentes não pode ser feita de forma precisa pois, com o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), a cobertura de nuvens sempre impede que parte da região seja monitorada pelas imagens de satélite.

 

Os focos de desmatamento podem ser vistos de forma simples e amigável no mapa interativo do Globo Amazônia, que mostra os pontos de destruição da floresta e possibilita aos internautas protestar contra queimadas e desmatamentos.

 

Reportagem aberta para comentários. Deixe o seu ao final do texto.  

 

Foto: Divulgação/Ibama

Madeireira irregular flagrada pela fiscalização em junho na Ilha de Marajó, no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

Em junho, não mais que 57% da Amazônia Legal puderam ser analisados pelo Inpe por causa disso. Estados como o Amapá, Amazonas e Roraima não puderam ser monitorados adequadamente, pois apresentaram um alto índice de cobertura, de 96%, 70% e 94%, respectivamente.

 

Mapa mostra em rosa a cobertura de nuvens sob a qual não foi possível monitorar o desmatamento em junho. (Foto: Reprodução)

O estado de Mato Grosso foi o que apresentou melhor possibilidade de observação (100%). Contudo, o estado do Pará, que pela primeira vez em 2009 apresentou pouco mais da metade de sua área (51%) livre de cobertura de nuvens, foi o que apresentou a maior área de alertas de desmatamento. Nestes estados foram detectados respectivamente 181 km² e 330 km² de desflorestamento.

 

Deter


O sistema Deter identifica apenas focos de devastação com área maior que 2.500 m². Para o cálculo das áreas desmatadas, são consideradas tanto as matas que foram completamente destruídas – que sofreram o chamado ‘corte raso’ – quanto os locais em que houve degradação parcial da floresta.

 

Maior município do país, Altamira (PA) lidera ranking de junho

 

 


Estado Desmatamento detectado em junho (km²)
Pará 330,36
Mato Grosso 180,96
Rondônia 40,87
Amazonas 15,99
Maranhão 5,27
Tocantins 3,06
Acre 1,13
Amapá 0,84 

O sistema Deter é desenvolvido para dar apoio às fiscalizações contra crimes ambientais. Como consegue detectar áreas em que a floresta ainda não foi totalmente derrubada, ele permite que providências sejam tomadas antes que toda a mata seja destruída.

 

O balanço anual e consolidado do desmatamento na Amazônia é medido pelo sistema Prodes, também do Inpe, que tem resolução melhor e consegue detectar focos menores de destruição. Os dados desse sistema são divulgados pelo instituto uma vez ao ano. 


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globoamazonia@globo.com . Não se esqueça de colocar seu nome, e-mail,
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