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Até o momento, nenhum caso da gripe causada pelo vírus H1N1 foi confirmado entre indígenas brasileiros. Ainda assim, a possibilidade de a doença chegar aos índios, inclusive os amazônicos, preocupa a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
“De forma reconhecida, as populações indígenas apresentam uma
vulnerabilidade maior às doenças respiratórias”, aponta o
coordenador-geral de atenção à saúde indígena do órgão federal
Flávio Pereira Nunes, acrescentando que “elas são um fator de
risco para potencializar a influenza A”.
Até a última semana, não havia sido confirmado
nenhum caso da doença entre indígenas brasileiros. Como
instituição responsável pela saúde dos índios do Brasil, a
Funasa participa das reuniões semanais do Ministério da Saúde
para coordenar o esforço de contenção da nova gripe. A fundação
montou ainda um gabinete de crise interno para monitorar casos
de doenças respiratórias.
A Funasa atende a uma população de cerca de 400
mil índios pertencentes a 210 povos diferentes pelo país. Seus
34 distritos sanitários indígenas receberam verba de R$ 8 mil
cada para comprar máscaras, álcool gel e outros produtos
necessários para prevenir a nova gripe. Se algum
índio tiver confirmada a doença, também terá direito ao remédio
Tamiflu, como qualquer outro paciente da rede de saúde pública,
explica Nunes.
O coordenador-geral aponta que, além da maior
incidência de doenças respiratórias, outros fatores de
vulnerabilidade dos indígenas são, segundo Nunes, “suas
condições socioambientais”, a desnutrição e as variadas doenças
infecciosas que os afetam com frequencia, o que tem relação com
o fato de viverem, em muitos casos, em regiões isoladas e com
menos acesso ao sistema de saúde.
Apesar de ter apresentado até agora relativamente
poucos casos da nova gripe entre a população em geral, a Região
Norte não está livre da doença. Todos os seus estados tiveram
casos confirmados, em especial o Pará, com 40 pessoas
infectadas, segundo o Ministério da Saúde.

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