A gripe A (H1N1) chegou a índios da Amazônia peruana, informou nesta quarta-feira (12) a ONG inglesa Survival International. De acordo com a organização, sete membros da tribo Matsigenka estariam infectados pelo vírus, segundo informações do departamento de saúde em Cusco.
Leia a cobertura completa do G1 sobre a nova gripe .
Tribo Matsigenka, que tem sete membros infectados, fica próxima ao rio Urubamba, na porção amazônica do Peru. (Foto: J Mazower - Survival International/Divulgação)
No Brasil, a nova gripe ainda não chegou aos índios amazônicos.
Segundo a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), organização
responsável pela saúde indígena no Brasil, atualmente há 80
casos sob suspeita em todo o país, mas nenhum foi confirmado
ainda como gripe A. Houve um caso de óbito no Sul, mas depois
disso nenhuma outra infecção foi registrada.
A grande preocupação, tanto para a Funasa quanto
para a Survival, é que os
índios costumam ser mais vulneráveis às doenças
respiratórias. No caso do Peru, há um agravante: a tribo dos
índios infectados fica próxima a grupos de índios isolados, que
podem não ter anticorpos nem para a gripe comum.
Segundo a ONG, no mundo todo os povos tribais são
mais frágeis à gripe A, pois são mais pobres do que a média da
população, têm menos imunidade e sofrem de doenças crônicas,
como diabetes e doenças cardíacas.
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