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21/08/09 - 12h53 - Atualizado em 21/08/09 - 14h22

Grupo acusado de contrabandear peixes amazônicos é preso pela PF

Peixes comercializados vinham da bacia do Rio Xingu, aponta a polícia.
Animais eram vendidos para Europa, EUA e Japão, segundo investigação.

Dennis Barbosa Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Um dos peixes apreendidos pela Polícia Federal em Altamira (PA). (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Sete pessoas foram presas pela Polícia Federal em Manaus, Altamira (PA) e São Paulo acusadas de fazerem parte de uma quadrilha que exportava peixes amazônicos ilegalmente.

 

Segundo a PF, o grupo tem ramificações nos estados do Pará, Amazonas, São Paulo e Rio de Janeiro, e os peixes eram vendidos para a Europa, Japão e Estados Unidos. As prisões aconteceram na quarta-feira (19). Foram apreendidos espécimes de comercialização legal e ilegal em Altamira (PA), Santarém (PA), Manaus e São Paulo.


A PF de Altamira informou que a suposta quadrilha atuava principalmente com a venda de diferentes espécies de cascudos. Os peixes eram capturados nos Rios Xingu, Tapajós e Iriri. Comprados por preços entre R$ 4 e R$ 30 de pescadores locais, eles chegam ao mercado no exterior por até US$ 400.

 

Peixes legais

 

O Ibama tem uma lista de peixes ornamentais que podem ser capturados e comercializados, inclusive para o exterior. As empresas ligadas ao suposto esquema trabalham também com o comércio de peixes autorizados pelo instituto.

 

A Justiça ordenou a apreensão e devolução dos espécimes legais à natureza - no Pará, foram 1.800 e, no Amazonas, cerca de 2 milhões de exemplares de diferentes regiões amazônicas. O Ibama ainda analisa como fará para devolver a grande quantidade apreendida neste último estado.

 

A informação de que peixes fora da relação do Ibama estavam sendo vendidos pelos suspeitos chegou à PF por meio de um pescador que se sentia prejudicado por respeitar as leis enquanto outros vendiam espécimes proibidos.

 

De acordo com este informante, um dos alvos principais dos pescadores é o Hypancistrus zebra, conhecido popularmente como acari-zebra, que está ameaçado de extinção. Os investigadores conseguiram as informações que levaram às prisões por meio de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça.

 

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