Para explorar ilegalmente as poucas áreas remanescentes de floresta amazônica no Maranhão, infratores ambientais têm usado serrarias portáteis, mais fáceis de montar e desmontar, e que permitem se embrenhar na mata e produzir madeira serrada no próprio local.
Foi o que constataram os agentes de fiscalização que entraram este mês na Terra Indígena Alto Turiaçu. Eles encontraram e apreenderam duas estruturas deste tipo, que podem ser instaladas no meio da floresta, a última delas no dia 14.
De fácil transporte, serraria portátil pode ser montada rapidamente. (Foto: Divulgação/Ibama)
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Com 5.300 km², a Terra Alto Turiaçú é alvo de ação fiscalizatória
junto com duas outras reservas indígenas, a Awá e a Caru. Elas
formam um conjunto contíguo, completado pela Reserva Biológica
do Gurupi, que se situa no oeste do Maranhão e está sob
constante pressão da exploração madeireira ilegal.
Após fazerem sobrevoos, os mais de 80 agentes do
Ibama, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Funai e
Força Nacional de Segurança fizeram incursão por terra na T. I.
Alto Turiaçu que levou à prisão de 11 pessoas.
“Encontramos trabalhadores em condição de
escravidão, ganhando R$ 2 por dia”, relata a chefe de
fiscalização do Ibama no Maranhão, Taíse Ribeiro.
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Ela explica que as serrarias móveis, que podem
facilmente ser transportadas de caminhão, são comuns em áreas de
exploração ilegal, já que no caso do corte autorizado, numa área
de manejo, por exemplo, as toras brutas são levadas
até equipamentos fixos.
O maquinário transportável permite que os
exploradores se movimentem na floresta em busca de madeira
valiosa, que já é cortada no próprio local e fica pronta para
transporte. “É uma extração seletiva, não fica aquele
descampado”, diz Taíse.
Os sete acampamentos encontrados na Terra Alto
Turiaçu foram destruídos, segundo o Ibama. “Eles deixaram
madeira nos ramais (estradas). Ainda vamos passar para
recolher”, afirma a chefe de fiscalização.
Segundo a chefe de fiscalização do Ibama/MA, este tipo de equipamento é comum em áreas de exploração ilegal. (Foto: Divulgação/Ibama)
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