A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na manhã desta
segunda-feira (31), 18 pessoas acusadas de integrar uma
quadrilha que vendia madeira retirada ilegalmente da Amazônia.
Segundo investigações, o grupo era especializado em clonar notas
fiscais para conseguir vender produtos irregulares.
Entre os presos estão empresários, engenheiros
florestais e fornecedores de notas fiscais frias. Outras pessoas
ainda estão sendo procuradas. De acordo com o Ibama, a quadrilha
devastou 250 km² de mata no município de Marcelândia, no norte
do estado.
Segundo informações da polícia, as investigações tiveram início em abril deste ano a partir de denúncias de que cargas de madeira extraída ilegalmente saíam de Marcelândia com notas fiscais clonadas. Havia ainda informações de que empresas do município estariam comercializando “créditos virtuais” no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).
saiba mais
Desde o corte na floresta, a madeira extraída legalmente fica
registrada neste sistema eletrônico sob a forma de créditos,
como numa conta bancária. Cada transporte entre as empresas que
compram e vendem a madeira precisa ser registrado no sistema e
tem de ser feito acompanhado da guia. O método permite à
fiscalização, por exemplo, determinar o volume legal exato que
uma madeireira pode ter em seu pátio.
Por meio de fraudes no sistema, como a
comercialização de créditos fictícios, é possível “esquentar”
madeira extraída ilegalmente de áreas não autorizadas.
De acordo com a policia, a ação favorece o setor
madeireiro de Marcelândia, uma vez que a maioria dos empresários
locais já estão enquadrados nas normas ambientais.
Desmatamentos, queimadas e notícias sobre toda a Amazônia
Legal podem ser encontradas no mapa interativo Amazônia.vc,
que também permite a internautas protestar contra a
destruição da floresta.
Saiba como utilizar o mapa
.
Siga o Globo Amazônia no Twitter
Leia mais notícias de Amazônia

O Portal de Notcias da Globo