Mapa do Inpe mostra os focos de desmatamento detectados no mês de julho. Em rosa, as áreas que ficaram encobertas por nuvens. (Foto: Divulgação/Inpe)
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou
desmatamento de 836 km² da floresta amazônica no mês de julho. A
área equivale a cerca de metade do município de São Paulo. Os
dados foram divulgados nesta terça-feira (1º).
Deste total, 577 km² foram registrados no Pará e
124 km², no Mato Grosso. Amazonas, Maranhão e Rondônia
apresentaram, respectivamente, 47 km², 38 km² e 35 km², enquanto
os demais estados não tiveram área significativa detectada em
julho, mês em que a menor ocorrência de nuvens na região
permitiu a observação de 77% da região.
Os 836 km² registrados são 159% a mais que os 323km² de julho de 2008. De janeiro a julho deste ano, o Deter acumula 1958 km² de devastação detectada.
Como ressalta o Inpe, uma comparação entre meses
subsequentes não pode ser feita de forma precisa, pois, com o
Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), a
cobertura de nuvens sempre impede que parte da região seja
monitorada pelas imagens de satélite.
Os focos de desmatamento podem ser vistos de forma
simples e amigável no mapa interativo do Globo
Amazônia, que mostra os pontos de destruição da
floresta e possibilita aos internautas protestar contra
queimadas e desmatamentos.
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O sistema Deter identifica apenas focos de devastação com área maior que 250.000 m² (25 hectares). Para o cálculo das áreas desmatadas, são consideradas tanto as matas que foram completamente destruídas – que sofreram o chamado ‘corte raso’ – quanto os locais em que houve degradação parcial da floresta.
Pará tem nove entre dez municípios mais desmatados
| Estado | Desmatamento detectado em julho (km²) |
| Pará | 577,1 |
| Mato Grosso | 123,8 |
| Amazonas | 47 |
| Maranhão | 37,6 |
| Rondônia | 34,5 |
| Roraima | 8,3 |
| Tocantins | 5,3 |
| Acre | 2,9 |
| Amapá | 0,84 |
O Deter é desenvolvido para dar apoio às fiscalizações contra crimes ambientais. Como consegue detectar áreas em que a floresta ainda não foi totalmente derrubada, ele permite que providências sejam tomadas antes que toda a mata seja destruída.
O balanço anual e consolidado do desmatamento na Amazônia é medido pelo sistema Prodes, também do Inpe, que tem resolução melhor e consegue detectar focos menores de destruição. Os dados desse sistema são divulgados pelo instituto uma vez ao ano.
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