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11/09/09 - 10h31 - Atualizado em 11/09/09 - 20h55

Sipam prevê clima seco e mais queimadas na Amazônia

Seca será mais forte em região mais desmatada, favorecendo o fogo.
Condição climática é resultado do El Niño.

Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Nesta sexta-feira (11), às 10h da manhã, satélites do Inpe detectavam 609 pontos de queimadas na Amazônia. O número é alto mas, segundo previsões climáticas do Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), tende a piorar.

 

Saiba como ver queimadas em tempo real no mapa do Globo Amazônia.

A previsão é de seca e temperaturas altas para os próximos três meses, em especial na porção leste da Amazônia – justamente onde há menos floresta e a vegetação está mais propensa ao fogo. “A floresta está preparada naturalmente para períodos de estiagem relativamente longos, mas as pastagens, depois de algumas semanas sem chuva, secam e acabam morrendo”, explica o chefe da Divisão de Meteorologia e Climatologia do Sipam, Ricardo Dallarosa.

 

Foto: Globo Amazônia-Google Maps/Divulgação

Mapa interativo do Globo Amazônia mostra queimadas na região leste do Pará. Local, onde o Sipam prevê mais seca nos próximos meses, é um dos mais desmatados da Amazônia. (Foto: Globo Amazônia-Google Maps/Divulgação)

A seca é resultado do aquecimento das águas do Oceano Pacífico – fenômeno conhecido como El Niño. Caso esse evento climático se acentue, as chuvas diminuirão ainda mais e as fumaças provenientes das queimadas podem ter dificuldade de se dissipar na atmosfera, em um fenômeno conhecido como “inversão térmica”.

“É como colocar uma tampa que impede que os gases produzidos na superfície possam se dissipar. Eles ficam presos. A concentração de fumaça aumenta, e isso acaba causando problemas de saúde do trato respiratório”, conta Dallarosa.

 

Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia

Queimada na região de Humaitá, no sul do Amazonas. Se o fenômeno El Niño se tornar mais intenso, fumaça poderá ter dificuldade de se dissipar na atmosfera, causando problemas respiratórios nos moradores dessas regiões. (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)

Segundo o meteorologista, a seca prevista pra os próximos meses não tem relação com as cheias recordes ocorridas no início de 2009. Assim, não se corre o risco de repetir a falta de chuvas que aconteceram em 2005, quando vários rios secaram e deixaram várias regiões da Amazônia sem acesso.

 

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