Índios guajajaras ameaçam deixar 40 mil casas sem energia no sudoeste do Maranhão. Eles interditaram uma estrada e estão mantendo refém um motorista da Companhia Estadual de Energia.
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Os índios querem que o Programa Luz para Todos, do
Governo Federal, alcance as aldeias ao longo dos 43 quilômetros
entre as cidades de Amarante e Sítio Novo, região sudoeste do
Maranhão.
No principal acampamento montado pelos índios
guajajaras, estão representantes das 16 aldeias que não têm
energia elétrica. Começa a faltar comida e água, mas os índios
dizem que só deixam o local quando o problema for resolvido.
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Os índios interditaram a estrada que dá acesso à cidade de
Amarante e ameaçam atear fogo em dois transformadores da
Companhia Energética do Maranhão (Cemar), empresa responsável
pela instalação do Programa no Maranhão. A rede abastece mais de
40 mil domicílios na região.
“A gente está cansado já, cansado só de promessas.
Quarta-feira a partir das 12 horas do dia, na hora do sol
quente. Esse é o prazo”, diz o líder indígena Leandro Guajajara.
O motorista de um caminhão que transporta material
da Cemar foi detido pelos guajajaras. A carga e o motorista
estão em poder dos índios há uma semana. “Eu vim com esse
fretezinho para poder salvar aqui e, no fim, eu fiquei
embargado. As autoridades não vêm saber se eu estou bem, se a
minha família está bem”, reclama.
Depois de uma reunião entre representantes dos
índios, da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da empresa de
energia do estado, ficou decidido que as obras de instalação da
rede deverão ser retomadas nesta quarta-feira, se as prefeituras
vizinhas conseguirem melhorar o acesso às aldeias. Os índios
informaram que só pretendem liberar o motorista depois que os
trabalhos começarem.

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