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24/09/09 - 12h35 - Atualizado em 24/09/09 - 15h55

Inpe detecta 498 km² de desmatamento na Amazônia em agosto

Área equivale a um terço do município de São Paulo.
Pará é o maior foco de devastação, com 301 km².

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou desmatamento de 498 km² da floresta amazônica no mês de agosto. A área equivale a cerca de um terço do município de São Paulo. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24).

Deste total, 301 km² foram registrados no Pará, 105 km² no Mato Grosso e 51 km² em Rondônia. Somado, o desmatamento nos outros estados da Amazônia não passou de 41 km². O bom tempo ajudou na observação via satélite, pois apenas 17% da região estava coberta por nuvens.

 

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Foto: Inpe/Divulgação

Mapa do Inpe mostra os focos de desmatamento detectados no mês de agosto. Em rosa, as áreas que ficaram encobertas por nuvens. (Foto: Inpe/Divulgação)

Em relação ao mês anterior, quando houve 836 km² de desmatamento, há uma redução de 40% do desmatamento. Quando comparado a agosto de 2008, quando foram registrados 756 km² devastados, a diminuição é de 34%. 

 

Desmatamento registrado em agosto em cada estado da Amazônia (em km²)
Pará 301,18
Mato Grosso 105,24
Rondônia 50,93
Amazonas 21,73
Acre 6,32
Maranhão 4,64
Amapá 3,49
Roraima 3,2
Tocantins 1,4

 

Como ressalta o Inpe, uma comparação entre meses subsequentes não pode ser feita de forma precisa, pois, com o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), a cobertura de nuvens sempre impede que parte da região seja monitorada pelas imagens de satélite.

Em breve, os focos de desmatamento poderão ser vistos de forma simples e amigável no mapa interativo do Globo Amazônia, que mostra os pontos de destruição da floresta e possibilita aos internautas protestar contra queimadas e desmatamentos. Saiba como utilizar o mapa.

Reportagem aberta para comentários. Deixe o seu ao final do texto.

 

 

O sistema Deter identifica apenas focos de devastação com área maior que 250.000 m² (25 hectares). Para o cálculo das áreas desmatadas, são consideradas tanto as matas que foram completamente destruídas – que sofreram o chamado ‘corte raso’ – quanto os locais em que houve degradação parcial da floresta.

 

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