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25/09/09 - 18h09 - Atualizado em 25/09/09 - 18h09

JBS faz acordo para não comprar gado de novas áreas desmatadas da Amazônia

Empresa é a maior exportadora de carne do mundo.
Carnes oriundas de reservas invadidas também estão vetadas.

Do Globo Amazônia, em São Paulo*

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Depois dos frigoríficos Minerva, Marfrig e Bertin, foi a vez do grupo JBS assumir o compromisso de não comprar gado de novas áreas desmatadas na Amazônia.

 

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (24), a empresa informa que assinou acordo com o grupo ambientalista Greenpeace, segundo o qual passará a adotar a política de desmatamento zero para toda sua cadeia de suprimentos.

 

 

Foto: Divilgação/Ibama

Gado em área dentro da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. (Foto: Divilgação/Ibama)

 

O frigorífico se propõe ainda a rejeitar produtos oriundos de fazendas envolvidas na invasão de terras indígenas e outras unidades de conservação.

 

“A companhia determina que todo gado e produtos bovinos sejam exclusivamente fornecidos por fazendas ou grupos formalmente comprometidos com a adoção de um sistema de rastreabilidade de produção confiável que, além das exigências atuais, incluam exigências ambientais destinadas a eliminar o desmatamento”, diz nota assinada pelo diretor de Relações com Investidores, Jeremiah O'Callaghan.

A empresa se compromete a informar aos seus fornecedores todos os requisitos básicos e os que não cumprirem esses critérios serão excluídos das relações comerciais com o grupo. 

 

Greenpeace

 

“Pelo porte da JBS-Friboi, seu compromisso com o desmatamento zero na Amazônia contribuirá para reduzir a imensa pressão que o setor pecuário exerce sobre a floresta, além de forçar seus milhares de fornecedores a cumprir a legislação fundiária e ambiental, e a respeitar a biodiversidade e os direitos dos povos indígenas da região”, comemora o Greenpeace em nota divulgada em seu site.

 

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A compra de gado por grandes frigoríficos de áreas da Amazônia desmatadas recentemente é alvo de ação do Ministério Público Federal no Pará. O MP rastreou que carne com essa origem é vendida nos supermercados e exportada. A organização ambientalista Greenpeace fez levantamento que aponta que também em Mato Grosso ocorre este tipo de transação.


Em reação a estas investigações, pelo menos 35 empresas já confirmaram que deixarão de comprar gado ou derivados que tenham como origem os pastos recém-desmatados.

 

* Com informações da Agência Estado

 

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