Formul�rio de Busca

10/10/09 - 06h55 - Atualizado em 10/10/09 - 06h55

Empresa dos EUA desenvolve geração de eletricidade a partir de árvores vivas

Método aproveita energia interna das plantas para alimentar sensores.
Diretora explica que Amazônia é mercado potencial para tecnologia.

Dennis Barbosa Do Globo Amazônia, em São Paulo

Tamanho da letra

Não é só derrubando e queimando que se pode gerar energia com uma árvore. Uma empresa dos EUA desenvolveu uma forma surpreendente de colher a eletricidade de dentro dos troncos de árvores vivas. 

O que a Voltree, empresa sediada no estado de Massachusetts faz, é aproveitar a diferença de acidez que existe entre o solo e o interior da árvore para usá-la mais ou menos como se fosse uma bateria. Assim, basta acoplar seu equipamento no tronco e a planta vira uma espécie de tomada. 

 

Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia

Floresta conservada no interior do Amazonas: possível fonte de energia para rede de sensores? (Foto: Iberê Thenório/Globo Amazônia)

 

A energia obtida é considerada "ultrabaixa", muito fraca para que possa ser considerada uma alternativa para, por exemplo, alimentar uma casa, mas suficiente para suprir pequenos sensores que podem integrar redes de monitoramento terrestre de florestas, que indicam dados climáticos e alertam para queimadas.

O método ainda está sendo aperfeiçoado nos EUA e deve ser lançado em junho de 2010. No momento, a Voltree trabalha no desenvolvimento de um sistema de rádio mais eficiente que permita transmitir os dados capturados pelos sensores com uso mínimo de energia.

Em entrevista ao Globo Amazônia, a diretora-executiva da empresa, Stella Karavas, explica que não tem negócios fechados para uso do sistema na Amazônia, mas que ele é adequado também para a floresta tropical. “É definitivamente um mercado que estamos de olho”, diz.

A densidade da floresta tropical, segundo Stella, não é um problema. “Os aparelhos não precisam de vento, nem de sol”, aponta. Essa é uma vantagem para capturar dados mais precisos na altura do solo. “Basicamente é possível ligá-los em qualquer ser vivo não-animal”, aponta Stella. “Eles funcionam até ligados em cactos”, completa.

Futuramente, a Voltree espera poder também acoplar sensores de presença nos “colhedores de energia”, permitindo que sejam usados para fins de segurança nacional, como monitorar fronteiras em regiões de floresta – um grande problema na Amazônia.

 

Leia mais notícias de Amazônia

Enviar para amigo

Há problemas com o preenchimento do formulário.

A lista dos campos abaixo e assinalados em amarelo contém erro.

  •  

Há problemas com o preenchimento do formulário.

Preencha novamente o campo abaixo com o texto da imagem.

Sucesso!

Sua mensagem foi enviada com sucesso! Clique aqui para enviar uma nova mensagem ao G1.

Formulário de envio para amigo
  • separar os emails por vírgulas

  • limitado em 600 caracteres


últimas notícias de amazônia

  1. QUI, 05/11/2009
  2. 17:30 | Amazonia

    Ibama resgata nono filhote de peixe-boi no oeste do Pará

    Animal tem três meses e pesa 13 quilos. Bicho foi encontrado encalhado no leste do estado.

  3. 16:12 | Amazonia

    Imazon: ritmo do desmatamento cai, mas devastação avança em novas regiões

    Em setembro, houve queda de 33% em relação a mesmo mês de 2008. Corte de árvores começa a se espalhar Sul do Amazonas e norte do Pará.

  4. 15:20 | Ciência e Saúde

    Brasil não vai impor suas condições em Copenhague, diz Lula

    Em Londres, presidente disse que país chegará a Dinamarca com proposta única de ação.

  5. 13:09 | Economia e Negócios

    Não é necessário apresentar meta de redução de CO2 em Copenhague, diz CNI

    Brasil tem matriz energética mais limpa do que outros países, diz. Segundo a CNI, metas serão importantes em um período pós-Copenhague.

» todas as notícias


editorias

G1 especiais

serviços


Formulário de Busca


2000-2009 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade