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21/10/09 - 10h17 - Atualizado em 21/10/09 - 10h17

Em 10 meses, portal apreende o equivalente a 240 caminhões de madeira

Posto fixo funciona 24 horas por dia na BR-364, em Vilhena (RO).
Multas aplicadas chegam a R$ 12 milhões.

Iberê Thenório Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Portal foi instalado na saída de Rondônia para o sul do País, na cidade de Vilhena. (Foto: Arte G1)

Uma ideia simples evitou que 6 mil metros cúbicos – o equivalente a 240 caminhões – de madeira ilegal deixassem o estado de Rondônia neste ano. Um posto de fiscalização instalado na estrada BR-364, na cidade de Vilhena, funciona desde abril 24 horas por dia, e tem parado cerca de 80 caminhões diariamente.

O portal, operado pelo Ibama, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, foi instalado em um local estratégico: a única estrada asfaltada que liga Rondônia ao sul do país. O resultado são 370 multas, somando mais de R$ 12 milhões.

“O mercado [madeireiro] já está se policiando. Eles sabem que em Vilhena não passa”, afirma o superintendente do Ibama em Rondônia, César Guimarães. Ele visitou a base de operação na última sexta-feira (16). “Em uma noite abordamos 48 caminhões, dos quais quatro foram apreendidos.”

 

Além de Rondônia, a BR-364 serve para o escoamento de toda a produção do Acre, sul do Amazonas e parte do norte de Mato Grosso.

Para que não estrague nos pátios, a maior parte da madeira confiscada já tem destino. Na tarde desta terça-feira (20), o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, declarou que 4,5 mil m³ de tábuas e toras apreendidas em Roraima foram doadas ao Programa Fome Zero, do Ministério do Desenvolvimento Social.

 

Foto: Ibama/Divulgação

Parte da madeira apreendida foi doada ao programa Fome Zero. (Foto: Ibama/Divulgação)

Ideia exportada

Pelo menos 32 servidores trabalham no posto de Vilhena. São 16 policiais e 16 funcionários do Ibama, seis deles especialistas em identificar madeira. Segundo Guimarães, esse profissional é o mais importante no trabalho, pois a fraude mais comum é declarar um tipo de árvore nos documentos e transportar outro. “É como transportar geladeira com nota de fogão”, explica.

Como a ideia está funcionando, o Ibama pretende instalar mais oito postos de fiscalização 24h em pontos estratégicos de transporte na Amazônia. “A BR-163 é o nosso principal alvo”, conta o superintendente, se referindo à estrada que liga Cuiabá a Santarém (PA), e é um dos principais escoadouros de madeira ilegal da região.

 

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