Ongs e pesquisadores comemoram a redução drástica no ritmo de desmatamento da Amazônia divulgada nesta quinta-feira (12), mas não deixam de cobrar mais ações do governo, em especial uma meta de redução de emissões de gases estufa. Confira abaixo a opinião dos maiores especialistas da área:
"É preciso reconhecer os esforços do governos federal e estaduais que resultaram na redução da taxa de desmatamento, mas precisamos ampliar a sustentabilidade dessas ações e estender o combate ao desmatamento a outros biomas do Brasil. Isso é imprescindível para que o Brasil assuma compromissos claros com relação às emissões de carbono, para que o país assuma posição de liderança na nova economia verde".
Cláudio Maretti, superintendente de conservação do WWF-Brasil.
“A opinião pública brasileira é sócia da queda no
desmatamento. Quando o governo cumpre a lei, o desmatamento cai.”
Paulo Adário, coordenador da Campanha de Amazônia do Greenpeace
Aprenda a vigiar o desmatamento usando o mapa do Globo Amazônia.
“Há duas causas: o reforço do controle e a crise econômica,
que acabou reduzindo os financiamentos e mexeu com os preços
de produtos agrícolas.”
Paulo Barreto, pesquisador do Instituto do Homem e Meio
Ambiente da Amazônia (Imazon)
“O importante é que isso dá confiança ao governo para
assumir uma meta em Copenhague para emissões [de gases de
efeito estufa]. O governo consegue controlar o desmatamento
se isso for uma prioridade nacional.”
Philip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de
Pesquisas da Amazônia
“A consolidação de uma tendência de queda na taxa de
desmatamento abre a maior oportunidade em um pais em
desenvolvimento para fazer uma revolução em prol de uma
economia mais sustentável. Isso demonstra que é possível
estabelecer medidas de redução de emissões sem perder a
possibilidade de crescimento econômico.”
Paulo Moutinho, Coordenador de Pesquisa do Instituto de
Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam)
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