O ritmo do desmatamento da Amazônia alcançou seu menor nível em 21 anos, desde que o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) começou a medir a devastação da floresta. Segundo estatísticas do instituto, a floresta perdeu 7.008 km² entre agosto de 2008 e julho de 2009. A área é um pouco maior do que o Distrito Federal, que mede 5.802 km².
Aprenda a vigiar o desmatamento usando o mapa do
Globo Amazônia.
Em relação ao mesmo período anterior (2007-2008),
quando foram registrados 12.911 km² de destruição, houve uma
queda de 45% no ritmo do desmatamento. Ainda que a queda seja
considerável, a velocidade da destruição impressiona, pois 7 mil
km² por equivalem a 1,4 campos de futebol arrasados por minuto
na maior floresta tropical do mundo.
Última medição revela o menor desmatamento da série histórica. (Foto: Arte/G1)
Especialistas ouvidos pelo Globo Amazônia comemoram a queda, mas afirmam que essa é a oportunidade para o Brasil assumir metas de redução de gases de efeito estufa, já que o desmatamento é a principal causa da poluição no país. “Isso demonstra que é possível estabelecer medidas de redução de emissões sem perder a possibilidade de crescimento econômico.”, avalia o pesquisador Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). ]
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Medidas estaduais
O Pará é o estado onde houve maior destruição. O estado perdeu
3.687 km² de florestas – área equivalente a mais de duas vezes o
município de São Paulo. Ainda assim, houve queda em relação à
medição anterior, como ocorreu com todos os estados da Amazônia
(veja
ranking).
As taxas anuais de desmatamento são estimadas pelo
sistema Prodes, o mais detalhado para monitoramento da
devastação. A área medida se refere somente ao corte raso, ou
seja, o estágio final de devastação em que praticamente não há
mais árvores e o solo já foi tomado por vegetação de pastagem. A
margem de erro é de 10%, e os números finais devem ser
consolidados em março do próximo ano.
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ideias para melhorar a proteção da floresta, entre em
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