O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, refutou a tese de que a crise econômica tenha sido um dos principais fatores que contribuíram com a queda recorde no desmatamento da Amazônia. Segundo o ministro, foram ações governamentais que mostraram eficácia contra a devastação, como o corte de crédito para agropecuaristas com problemas ambientais e fundiários, o controle da cadeia produtiva da soja e a fiscalização de crimes ambientais. As informações são da Agência Brasil.
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Nesta quinta-feira (12), o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais) divulgou queda
de 45% no desmatamento da Amazônia entre agosto de 2008
e julho de 2009. Segundo estatísticas do instituto, a floresta
perdeu 7.008 km² nesse período, contra 12.911 km² entre 2007 e
2008. O número é o mais baixo em 21 anos, desde que o Inpe
começou a medir a devastação.
Em entrevista ao Globo Amazônia,
o diretor da ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Roberto
Smeraldi, disse
que a crise econômica era um dos principais fatores que
influenciaram a queda no desmatamento. Segundo ele, a
busca por produtos agropecuários caiu, desestimulando
fazendeiros a abrir novas áreas.
Minc discorda dessa tese. “A crise começou a
influir a partir de dezembro. A queda do desmatamento começou em
junho, portanto seis meses antes”, disse ele após o lançamento
do Parque Fluvial do Rio Macabu, na região serrana do Rio,
segundo a agência de notícias do governo. “Quando o desmatamento
aumenta, a culpa é nossa, mas quando diminui dizem que é a
crise. Então, vamos ser um pouco mais sérios”, afirmou o ministro.
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