Uma pequena onça-pintada de seis meses já pode ser visitada no
Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, em Belém. O filhote, que é
fêmea, veio de Anajás (PA), na Ilha de Marajó, onde perdeu a mãe
e foi adotada provisoriamente por um professor, que a entregou
ao Ibama.
O bicho irá ocupar o espaço da onça-pintada Bemp,
de 22 anos, que faleceu em julho. Segundo o veterinário Antonio
Messias Costa, responsável por tratar do animal, os técnicos do
museu estão tomando cuidado para não humanizar o felino, já que
a oncinha ainda é insegura e tende a criar laços afetivos com as
pessoas, perdendo o instinto natural.
Mãe da pequena onça foi morta na Ilha de Marajó. Com seis meses, animal ficará exposto no Parque Zoobotãnico do Museu Goeldi, em Belém. (Foto: Messias Costa-Museu Goeldi/Divulgação)
“Ela não tem chance de voltar à natureza”, afirma Costa. De acordo com ele, se a onça for solta irá procurar ambientes próximos às pessoas, e correrá risco de vida.
Cuidados especiais
Apesar do parque já ter outras duas onças, o filhote será criado
em um ambiente solitário. “Cada onça tem uma área isolada, para
imitar o comportamento natural, já que elas vivem sozinhas na
natureza”, conta o veterinário.
Aos seis meses, a onça ainda está comendo cerca de
800 gramas de carne por dia. Quando ficar adulta, contudo,
poderá chegar a comer até cinco quilos a cada dois dias. Segundo
o veterinário, elas não podem ser alimentadas diariamente para
não engordarem muito, já que não têm muita atividade em cativeiro.
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