Fiscais do Ibama que estiveram na Terra Indígena Alto Rio Guamá
não localizaram os caminhões que, segundo informações
recebidas pelo instituto, teriam sido retidos pelos índios
tembé ao serem flagrados extraindo madeira
ilegalmente em seu território. Os agentes entraram na
reserva na quinta-feira (19) e foram informados pelos índios de
que os caminhões teriam fugido.
No entorno da terra indígena, porém, os
fiscais flagraram um caminhão transportando ilegalmente 30
metros cúbicos de madeira serrada e outro veículo com 30 metros
cúbicos de toras quando entrava numa serraria na BR-010, em
Ipixuna, a 110 quilômetros da terra dos tembés.
Ao fiscalizar a serraria, os agentes encontraram mais 250 metros
cúbicos de madeira e 30 metros cúbicos de carvão ilegais.
Em abril, fiscais do Ibama flagraram madeireiras que exploravam ilegalmente a reserva. Na mesma operação foram encontrados pés de maconha na área dos índios. (Foto: Thomás Sottili/Funai)
Na última terça-feira (17), 16
pessoas foram presas acusadas de desmatar a reserva, que
fica a 40 quilômetros de Paragominas (PA). Foram confiscadas
motosserras, duas armas de fogo, dois caminhões carregados de
toras e um carro. Um dos presos, segundo a polícia, é
ex-vereador do município de Nova Esperança do Piriá, também no
Pará. Os acusados, conduzidos para a delegacia de Paragominas,
foram autuados em flagrante por crime ambiental e formação de
quadrilha.
O cacique Sérgio Tembé disse ao Ibama que os
madeireiros aproveitaram a realização da Décima Edição dos Jogos
dos Povos Indígenas, que aconteceu em Paragominas no início de
novembro, para invadir a reserva.
Plantação de maconha
Cerca de mil índios vivem na Alto Rio Guamá, que reúne três
aldeias, segundo o órgão ambiental. Um terço da reserva já foi
destruído por madeireiros, produtores rurais e até traficantes.
Em abril, foram encontradas plantações
de maconha dentro da terra indígena. Na mesma operação,
foram flagradas serrarias
que exploravam madeira da área dos índios.
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