A conferência do clima da ONU (COP 15), que acontece em dezembro
em Copenhague, não terminará com um documento definitivo sobre
as mudanças climáticas, afirma o embaixador extraordinário para
a Mudança do Clima, Sérgio Serra. Segundo ele, a indefinição dos
EUA em definir metas é uma das principais barreiras para se
chegar a um acordo.
Neste terça-feira (24), durante conferência no
Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em Brasília,
Guerra afirmou que um consenso deve ser atingido só no final de
2010. “Isso na melhor das hipóteses, partindo do princípio de
que em Copenhague venhamos a ter um documento político, cobrindo
diversos temas, como mitigação e adaptação [às mudanças do
clima]”, disse.
O coordenador-geral de Mudança Global do Clima do
Ministério de Ciência e Tecnologia, José Miguez, também não é
otimista em relação a um bom acordo na Dinamarca. “O resultado
de Copenhague é imprevisível, mas o problema é que as posições
hoje são muito divergentes, o que deixa pouco espaço de manobra
para se ter consenso”, afirmou ele no evento do Ipea.
Metas fracas
Guerra também afirmou que as metas de redução de emissão de gases
que os países desenvolvidos estão levando a Copenhague são
bastante modestas. “A média desses comprometimentos não chegaria
a 17% [de redução em relação a 1990], se todo mundo fizesse o
máximo que está-se propondo.”
Segundo a recomendação do Painel
Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), países
desenvolvidos deveriam se comprometer em reduzir, até 2020,
entre 25 e 40% suas emissões em relação ao que poluíam em 1990.
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