Agricultores do oeste do Pará estão entusiasmados com o resultado
da produção da fibra de curauá, uma planta da Amazônia paraense
parente do abacaxi. A planta, depois de processada, é usada na
indústria de colchões, calçados e carros.
Veja o site do Globo Rural
Há três anos, o agricultor Antônio dos Santos
Corrêa deixou a roça, que ficava distante de casa, para
trabalhar no próprio quintal. No espaço de um hectare (cerca de
um campo de futebol), ele cultiva o curauá. “Eu chego a fazer
por dia R$100,00”, falou.
O negócio com fibra vegetal cresceu. Foi preciso
chamar o sobrinho. Empolgado o ajudante já planeja o próprio
negócio. “Esse ano que vem eu estou no projeto. Foi trabalhar
com ele, mas para mim”, planeja o trabalhador rural Arlisson Francisco.
Para ter sucesso no cultivo, os agricultores contam com a ajuda
de engenheiros agrônomos que ensinam a preparar a terra, como
escolher as mudas e as diversas formas de aproveitamento do
curauá.
“Seis por cento da biomassa é fibra. Os outros 94%
são transformados num resíduo que o produtor pode aproveitar
como ração animal e como adubo orgânico”, explica o agrônomo
Cristovan Sena.
As folhas passam pelo processo de descorticação,
que separa as fibras, vendidas para uma indústria de
beneficiamento. Em 2009, uma indústria comprou dos pequenos
produtores da região mais de 34 mil quilos de fibra de curauá.
O negócio será ampliado. O produto está sendo
introduzido no setor têxtil para a fabricação de tecido em
composição com seda e viscose e o de plástico injetável em
substituição à fibra de vidro.
Por enquanto, o setor automobilístico é o que mais
compra o produto, usado no acabamento interno dos carros.
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