O Parque do Xingu foi a primeira reserva indígena criada pelo governo federal, em 1961, graças ao trabalho dos irmãos sertanistas Villas Boas, que fizeram contato com os índios da região. No mapa abaixo, baseado em informações do Instituto Socioambiental (ISA), o Globo Amazônia aponta em imagens do Google Maps como se distribuem as aldeias da terra, que formam um mosaico de 14 diferentes etnias.
Como informa ISA, os povos que ali habitam são os kuikuro, kalapalo, matipu, nahukuá, mehinaku, waurá, aweti, kamaiurá, trumai, yawalapiti, suiá, kaiabi, ikpeng e yudjá. Eles falam línguas diferentes e se distribuem em 49 aldeias e postos, com uma população de cerca de 5 mil pessoas.
No mapa, aparecem também algumas aldeias de reservas vizinhas, mas que integram o mosaico de terras indígenas ao longo do Xingu.
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O parque se situa no norte de Mato Grosso e tem uma área 28.000 km², com um perímetro de mais de 900 km.
Está localizado em uma zona de transição entre a floresta
tropical amazônica, ao norte, e o cerrado, ao sul. A ocupação
dessa região pelo “homem branco” começou a partir dos anos 70,
com projetos agropecuários e de colonização particulares e estatais.
Estes eram parte das políticas do governo militar
para a integração da Amazônia com o centro-sul do país. No mapa,
além das aldeias indígenas, é possível observar como a ocupação
por fazendas pressiona a floresta no entorno da reserva.
Ao redor das vilas indígenas a mata está
relativamente bem preservada, mas quando se diminui o zoom, fica
visível que a terra protegida está cercada por propriedades
rurais, inclusive nas nascentes dos rios que desaguam no Rio Xingu.

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