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19/01/10 - 10h29 - Atualizado em 19/01/10 - 10h29

De caiaque, remador percorre 950 km descendo o Rio Negro

Viajante partiu de São Gabriel da Cachoeira (AM) e chegará a Manaus.
Professor de 58 anos já encarou 1.600 km no Rio Solimões.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Depois de enfrentar 1,6 mil quilômetros no Rio Solimões em um caiaque, o remador Hiram Reis e Silva, 58, partiu para uma aventura mais curta, mas mais difícil. Ele está descendo o Rio Negro, no Amazonas, em uma jornada de cerca de 950 km entre São Gabriel da Cachoeira, extremo noroeste do Brasil, e Manaus.

O maior desafio do percurso, além da distância, é a falta de gente. “O Rio Negro, diferente do Solimões, tem muito poucas comunidades na margem”, explica o coronel Leonardo Araujo, que acompanha cada passo de Hiram a partir de Porto Alegre, onde o remador vive.

 

 

Foto: Projeto Desafiando o Rio-Mar/Divulgação

No final da aventura, Hiram, de 58 anos, terá completado mais de 2,5 mil quilômetros remados em águas amazônicas. Na foto, realiza sua primeira jornada, no Rio Solimões, em janeiro de 2009. (Foto: Projeto Desafiando o Rio-Mar/Divulgação)

 

A primeira viagem, concluída em janeiro de 2009, foi feita em parceria com um amigo. Nesta, ele rema sozinho, mas conta com um pequeno barco de apoio motorizado, que leva duas pessoas e cruza seu caminho algumas vezes por dia.

Apesar de garantir a segurança e ajudar a levar mantimentos, o barco que o acompanha é praticamente uma canoa com um motor. Quem pilota a pequena embarcação é um pescador de São Gabriel da Cachoeira (AM), que aproveita as paradas para fisgar alguns peixes e melhorar o cardápio da equipe.

 

Foto: Arte/G1

(Arte/G1)

Reta final


Hiram saiu de São Gabriel da Cachoeira no Natal. Na tarde desta segunda-feira (18), o rastreador que leva a bordo indicava que o remador terminava de passar pelo Arquipélago de Anavilhanas, a cerca de 80 quilômetros de Manaus. A chegada na capital amazonense está prevista para a próxima quarta-feira (20).

A equipe leva pouco equipamento. Não há telefone por satélite, e a comunicação é feita quando conseguem usar o telefone celular ou encontram um orelhão em algumas das poucas comunidades que encontram pelo caminho. A maior parte da comida também é obtida nessas paradas.

 

 

Foto: Projeto Desafiando o Rio-Mar/Divulgação

Barco de apoio leva mantimentos e garante a segurança, mas encontra com o remador apenas em alguns momentos do dia. (Foto: Projeto Desafiando o Rio-Mar/Divulgação)

O caiaque utilizado pelo aventureiro, que é professor do Colégio Militar de Porto Alegre, mede cinco metros, tem 24 quilos e é preparado para navegar em mar aberto. Com esse barquinho, batizado de “Cabo Horn”, Hiram já remou mais de 16,5 mil quilômetros, incluindo os treinamentos nas lagoas e praias do litoral gaúcho.

Mais informações sobre as aventuras do remador podem ser encontradas no blog Desafiando o Rio-Mar

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