Para monitorar o desmatamento da Amazônia, o Brasil começou a usar as imagens de um satélite japonês que permite enxergar através das nuvens. Até então a cobertura de nuvens sempre foi um problema, já que a região da maior floresta tropical do mundo comumente está nublada. Na época de chuvas, certas áreas ficavam sem poder ser monitoradas durante mais da metade do ano.
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O satélite japonês Alos, que fica a cerca de 700
km de altitude, emite sinais de micro-ondas que são refletidas
no solo e voltam para o espaço. O sinal captado pelo aparelho é
então enviado para uma base nos arredores de Tóquio, onde as
informações são processadas em supercomputadores.
Oito agentes de fiscalização brasileiros estão no
Japão recebendo treinamento para usar as imagens do Alos. Novas
áreas de desmatamento que surgiram no final do ano passado já
foram detectadas e enviadas para o Brasil. As imagens japonesas,
além de indicarem os pontos de devastação e a melhor maneira de
a fiscalização chegar até eles, servirão como prova contra
desmatadores ilegais nos tribunais.
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