Com um saldo de mil cabeças de gado apreendidas, chega ao fim a operação “Boi Pirata 2”, executada pelo Ibama e pela Força Nacional de Segurança na Floresta Nacional do Jamanxim e arredores, no município paraense de Novo Progresso (PA). O cerca de cem agentes que ainda estão na região serão retirados e a área, uma das mais atingidas pelo desmatamento ilegal na Amazônia, passará a ser monitorada em sobrevoos regulares.
Gado apreendido é retirado da Floresta Nacional do Jamanxim. (Foto: Ibama/Divulgação)
Segundo Bruno Barbosa, coordenador-geral de fiscalização do Ibama, o objetivo das apreensões é causar efeito psicológico sobre todos aqueles pecuaristas que mantêm suas criações em áreas desmatadas ilegalmente, para que saibam que correm o risco de perder seu patrimônio. Diferentemente do gado apreendido na primeira operação “Boi Pirata”, que o governo teve que levar para leilão quatro vezes até encontrar comprador, os bois desapropriados desta vez serão doados a programas sociais.
Durante a operação iniciada em junho, os fiscais estiveram dentro e no entorno da Floresta Nacional do Jamanxim, autuando os criadores com cabeças de gado em áreas desmatadas ilegalmente e alertando-os a retirarem os animais dali. Aqueles que não removeram seus rebanhos os tiveram confiscados.
“Em maio do ano passado, abrimos o mapa do desmatamento da Amazônia e a única região que havia crescido era Novo Progresso. Então fizemos lá a operação”, explica Bruno Barbosa. Segundo ele, já estão previstas duas novas ações contra “gado de desmatamento”. “Se surgir para nós uma região com destaque de desmatamento a gente vai levar a operação para lá”, alerta.
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