Uma nova variedade de arroz que levou 15 anos para ser desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) pode fazer com que as várzeas do estuário amazônico sejam melhor aproveitados para a produção agrícola.
Variedade é adequada para a várzea tropical, como as do estuário do Rio Amazonas. (Foto: Roni de Azevedo/Divulgação)
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O novo tipo, batizado de BRS Tropical, foi lançado este mês no Pará pela Embrapa Amazônia Oriental. Adequado para cultivo em áreas alagadas, proporciona produtividade maior que a média atualmente alcançada nas plantações desse tipo na região.
Com a BRS Tropical, a produção em média é de 6 mil quilos por
hectare (10 mil m²), enquanto no cultivo irrigado no Pará, de
forma geral, se produz 3 mil quilos por hectare, explica o
pesquisador Roni de Azevedo. No Rio Grande do Sul, maior
produtor do país, a média é de 7 mil quilos.
Azevedo aponta que o melhoramento genético feito
para obter novas variedades para cultivo não objetiva apenas
aumentar a produtividade, mas também conseguir plantas com
características ideais para cada região, como resistência ao
vento e a doenças, e bom porte para colheita.
O pesquisador da Embrapa explica ainda que há
cerca de 2 milhões de hectares (20 mil km²) de várzea no Pará
que, em teoria, poderiam ser usados para o plantio de arroz. Se
apenas uma pequena fração disso for usada de fato, ainda assim
ampliaria consideravelmente a produção, já que há apenas cerca
de 10 mil hectares de plantações irrigadas de arroz no estado.
A maior parte da produção é feita em terra firme,
totalizando cerca de 200 mil hectares. Com isso, segundo a
Embrapa, os paraenses produzem metade do arroz que consomem, o
que significa que têm de trazer o restante de outros lugares.

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