O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou desmatamento de 247,6 km km² da floresta amazônica nos meses de outubro e novembro de 2009. A área equivale a mais de 150 vezes o Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Os dados foram divulgados pelo instituto nesta terça-feira (02).
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Em setembro, o Inpe havia registrado mais desmatamento que nos dois meses seguintes juntos: 400 km². Vale ressaltar, no entanto, que naquele mês a cobertura de nuvens foi consideravelmente menor.
O acumulado de outubro e novembro de 2009 também apresentou índice menor que o mesmo período do ano anterior, quando o Inpe flagrou 894 km² de devastação - o que representa redução de mais de 70%.
O Inpe sempre reforça, no entanto, que comparações entre períodos usando este sistema de alerta de desmatamento não são precisas justamente porque a cobertura de nuvens é inconstante.
Madeira ilegal apreendida no Pará em novembro. Estado registrou maior desmatamento na região em outubro e novmebro. (Foto: Ibama/Divulgação)
Devido à forte cobertura de nuvens nesta época do ano, não foi possível fazer o monitoramento dos focos de devastação no mês de dezembro. A área desmatada da Amazônia Legal apontada no mês de outubro foi de 175,5 km² e, em novembro de 2009, foi de 72,1 km².
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O Estado que apresentou maior área de devastação em outubro foi o
estado do
Pará com 68 km² (39% do total no mês),
seguido do estado de Mato Grosso, com 42 km² (24%). No mês
seguinte, mais uma vez foi o Pará o estado que apresentou maior
devastação - foram 40 km² (56%). Em seguida vem o Maranhão, com
18,7 km2 (26%).
Mapa mostra alertas de desmatamento registrados pelo Inpe em novembro. (Foto: Divulgação/Inpe)
Em operação desde 2004, o sistema Deter (Detecção do Desmatamento
em Tempo Real) foi criado alerta para apoiar a fiscalização
ambriental. Embora os dados sejam divulgados em relatórios
mensais, seus resultados são enviados a cada quinzena ao Ibama,
responsável por fiscalizar as áreas.
O sistema gera alertas para áreas de corte raso,
quando os satélites detectam a completa retirada da floresta
nativa, e para degradação progressiva, quando há destruição
parcial da mata.
O Deter detecta apenas focos com área maior que 250.000 metros quadrados por conta da resolução dos sensores dos satélites. Além disso, devido à cobertura de nuvens, nem todos os desmatamentos com essa dimensão ou maiores são identificados.

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