Foram publicadas na internet fotos do deputado estadual Sandoval
Cardoso (PMDB-TO) ao lado de uma onça-pintada abatida. Numa das
imagens, ele aparece segurando uma arma junto ao animal.
O gabinete do deputado – assim como ele mesmo já
havia feito à imprensa local - confirmou que as fotos são
autênticas, mas afirma que o animal, cuja caça é proibida por
lei, por se tratar de espécie em risco de extinção, não foi
abatida pelo político.
O gabinete de Sandoval Cardoso confirmou que o deputado tirou fotos com o animal abatido, mas negou que ele o tivesse matado. (Foto: Reprodução)
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A assessoria do deputado disse que a foto tem cerca de 10 anos e estava na memória de um computador que foi roubado. A divulgação, segundo o gabinete de Cardoso, tem finalidade de prejudicar sua imagem.
"Entre as fotos de várias pessoas em poses semelhantes, só postaram as fotos do deputado, deixando claro que as acusações nada têm a ver com meio ambiente, mas sim com a questão política", diz, em nota, sua chefe de gabinete, Evailza Noleto.
O deputado não pode ser contatado pessoalmente pela reportagem do
Globo Amazônia porque está em deslocamento
numa região sem cobertura de telefonia nesta quinta-feira (4).
Segundo a versão apresentada pelo gabinete do
deputado, a onça foi morta por um funcionário da fazenda
que Cardoso tem nas proximidades de Colinas do Tocantins, no
norte do estado. O animal teria ficado rondando a propriedade e
teria atacado animais criados ali.
O superintendente do Ibama no Tocantins, Joaquim Montelo, disse que o órgão ambiental vai investigar quando foi cometido o crime ambiental e se o deputado foi o autor. Caso a investigação aponte Cardoso como responsável, ele poderá ser multado e ainda enfrentará investigação criminal, explica Montelo. Se a foto tiver mais de 5 anos, a infração já expirou e não é mais passível de punição.
O Ibama vai investigar quem é o responsável pela morte da onça-pintada. (Foto: Reprodução)
Montelo explica que em nenhuma hipótese uma onça-pintada pode ser
abatida, ainda que esteja rondando animais de criação. “Deve-se
chamar a autoridade ambiental na região para recolher a onça e
levar para outro local”, aponta.
Caso se confirme a versão de que a onça que
aparece ao lado do deputado tenha sido abatida por outra pessoa,
explica o superintendente do Ibama, Cardoso não poderá ser
responsabilizado de nenhuma maneira, pois a lei não prevê,
segundo Montelo, sanção por conivência com infração ambiental.
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