O presidente francês Nicolas Sarkozy defendeu nesta quinta-feira
(11) que os países ricos precisam contribuir mais para um fundo
de mudanças climáticas que permita às nações pobres combater o
desmatamento.
Ele fez o discurso de abertura de uma conferência
entre cerca de 30 países com grandes florestas e 12 países ricos
que potencialmente podem financiar o combate à devastação. A
reunião acontece em Paris e o Brasil também participa, em
especial por ter em seu território a maior parte da Amazônia, a
mais extensa floresta tropical do mundo.
Presidente francês pediu que países ricos contribuam mais para que nações em desenvolvimento possam atacar causas e consequências das mudanças climáticas, entre elas o desmatamento. (Foto: AFP)
Na Conferência do Clima de Copenhague, em dezembro, líderes
mundiais concordaram em criar um fundo climático de US$ 100
bilhões até 2020 para ajudar os países em desenvolvimento na
adaptação às mudanças climáticas e na redução de suas emissões
de gases causadores do efeito estufa.
O desmatamento é um dos problemas que devem ser
atacados com esses recursos, já que pode responder por até 20%
do total de emissões de gases-estufa no mundo. A reunião de
Paris tem o propósito de fazer com que avancem as discussões
sobre como as intenções proclamadas na Dinamarca sejam
transformadas em mecanismos concretos.
Depois que a Conferência de Copenhague fracassou
em criar um acordo climático internacional de cumprimento
obrigatório pelos signatários, seis países - Austrália, França,
Japão, Noruega, Reino Unido e EUA – anunciaram US$ 3,5 bilhões
em financiamento para um mecanismo chamado REDD+ até 2012 para
estímulo à conservação das florestas.
Sarkozy reiterou a necessidade de um esforço
global em relação às mudanças climáticas e criticou “todos
aqueles que, por trás de suas bonitas palavras, não querem fazer
nada”. O francês não citou nomes, mas se referiu aos países
ricos que não querem colocar a mão no bolso para ajudar o fundo climático.
“Somente financiamento inovador nos permitirá
responder a este desafio”, disse Sarkozy. “Tomarei, junto com
outros, iniciativas para garantir junto ao G20 (grupo de países
ricos e em desenvolvimento) que um imposto sobre transações
financeiras seja rapidamente adotado”.
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