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12/03/10 - 11h53 - Atualizado em 12/03/10 - 12h18

Em encontro na França, países aumentam doações contra desmatamento

Total de recursos para projetos pode chegar a R$ 8,2 bilhões até 2012.
Em 27 de maio, conferência na Noruega deve definir novos valores.

Do Globo Amazônia, em São Paulo*

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O volume de recursos internacionais para ações de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd) nas maiores florestas do mundo cresceu 34% e pode chegar a US$ 4,7 bilhões (cerca de R$ 8,2 bilhões) até 2012.

 

O acréscimo se deve às doações anunciadas por Alemanha e Espanha, além do fundo Global Environment Facility (GEF), durante a Conferência Internacional sobre Grandes Bacias Florestais, que ocorreu nesta quinta-feira (11) em Paris. No encontro, o presidente francês Nicolas Sarkozy pediu mais atenção dos países ricos para um fundo de mudanças climáticas que permita às nações pobres combater o desmatamento.

 

Foto: AFP

Em Paris, presidente francês pediu mais atenção de países ricos sobre efeito de mudanças climáticas, como o desmatamento, em nações pobres. (Foto: AFP)

Na reunião, negociadores afirmaram que podem adotar uma meta mundial de redução do desflorestamento de 25% até 2015. As novas doações elevam o total de recursos previstos, de US$ 3,5 bilhões (R$ 6,2 bilhões), para financiamento de projetos a serem realizados até 2012. Esse volume - equivalente a 20% do total disponível para combater o aquecimento global - havia sido previsto pela 15ª Conferência do Clima e era baseado em doações de seis países: Noruega, Estados Unidos, Reino Unido, França, Austrália e Japão.

 

Até 27 de maio, quando ocorre a segunda parte da Conferência Internacional sobre Bacias Florestais, em Oslo, na Noruega, a expectativa é de que o valor chegue a US$ 6,9 bilhões (R$ 12,2 bilhões).

 

 Os mais de 30 ministros de Meio Ambiente e representantes de 64 países definiram ainda a criação de um grupo de cinco países, entre eles o Brasil, para articular um fórum sobre projetos e recursos para Redd. Até a conferência de Oslo deve ser definida a lista de projetos de combate ao desmatamento que serão candidatos aos recursos.

O ministro brasileiro, Carlos Minc, também foi a Paris, em especial porque o país abriga a maior parte da Amazônia, a mais extensa floresta tropical do mundo. Minc destacou a mobilização para relançar negociações sobre um novo tratado climático.

 

"Não queremos esperar por um acordo na ONU (Organização das Nações Unidas) para começar o Redd", disse. Ele também informou que pretende reduzir o desmatamento da Amazônia em 90% (antes, falava em 80%), além de proteger o Cerrado e a Caatinga.

 

* Com informações da Agência Estado

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