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Estudo divulgado nesta terça-feira (16) pela publicação “PLoS Biology” ressalta a importância das áreas protegidas para evitar a emissão de gases causadores do efeito estufa por desmatamento. Segundo o artigo, assinado por 13 pesquisadores de instituições dos EUA, Brasil e Europa, a criação e manutenção de áreas indígenas e outros tipos de reserva têm se mostrado uma forma relativamente barata e eficiente de amenizar a devastação.
O artigo aponta que, no Brasil, embora não elimine
totalmente o desflorestamento, a criação de áreas protegidas faz
com que o risco de desmatamento seja entre 7 e 11 vezes menor do
que em terras sem proteção.
Resex Chico Mendes
Um exemplo citado é o da Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, que ainda hoje enfrenta problemas de desmatamento, mas que teria perdido 7% de sua cobertura florestal em cada uma das duas últimas décadas caso não fosse uma área protegida, segundo projeção dos cientistas.
O desmatamento e a degradação (eliminação parcial
da mata) causam cerca de 15% das emissões totais de
gases-estufa, relembra o estudo – é mais que todos os carros,
caminhões, trens, navios e aviões do mundo juntos. Por isso é
tão importante o controle da destruição da floresta.
Na Conferência do Clima da ONU, realizada em
dezembro, em Copenhague, não se chegou a um acordo global de
redução de emissões de carbono que fosse de cumprimento
obrigatório por parte de todos os países. A discussão sobre
Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd), no
entanto, foi uma das poucas em que houve avanço. Atualmente é
consensual que os países em desenvolvimento devem evitar a
destruição da floresta tropical e que os ricos podem pagar por
isso como forma de compensação pelas emissões causadas por suas
economias industrializadas.
O artigo publicado nesta terça indica que o
mecanismo de pagamento pela conservação da floresta é mais
simples quando a proteção se dá por meio da criação de reservas,
pois basta financiar os órgãos que cuidam de cada área. É mais
complexo – embora não seja inviável - o pagamento a
proprietários privados de forma pulverizada.
A criação e administração de uma rede de áreas de
conservação em países em desenvolvimento custaria cerca de US$ 4
bilhões ao ano, o que representa entre 9 e 13% do capital que
poderá ser levantado pelos mecanismos internacionais de Redd,
afirmam os pesquisadores.
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