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16/03/10 - 18h12 - Atualizado em 16/03/10 - 18h12

Estudo defende áreas protegidas como forma eficiente de evitar desmatamento

No Brasil, chance de reserva ser devastada é até 11 vezes menor, aponta.
Destruição das florestas é uma das principais emissoras de gases-estufa.

Do Globo Amazônia, em São Paulo

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Estudo divulgado nesta terça-feira (16) pela publicação “PLoS Biology” ressalta a importância das áreas protegidas para evitar a emissão de gases causadores do efeito estufa por desmatamento. Segundo o artigo, assinado por 13 pesquisadores de instituições dos EUA, Brasil e Europa, a criação e manutenção de áreas indígenas e outros tipos de reserva têm se mostrado uma forma relativamente barata e eficiente de amenizar a devastação.


O artigo aponta que, no Brasil, embora não elimine totalmente o desflorestamento, a criação de áreas protegidas faz com que o risco de desmatamento seja entre 7 e 11 vezes menor do que em terras sem proteção.

 

Resex Chico Mendes

 

Um exemplo citado é o da Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, que ainda hoje enfrenta problemas de desmatamento, mas que teria perdido 7% de sua cobertura florestal em cada uma das duas últimas décadas caso não fosse uma área protegida, segundo projeção dos cientistas.


O desmatamento e a degradação (eliminação parcial da mata) causam cerca de 15% das emissões totais de gases-estufa, relembra o estudo – é mais que todos os carros, caminhões, trens, navios e aviões do mundo juntos. Por isso é tão importante o controle da destruição da floresta.


Na Conferência do Clima da ONU, realizada em dezembro, em Copenhague, não se chegou a um acordo global de redução de emissões de carbono que fosse de cumprimento obrigatório por parte de todos os países. A discussão sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd), no entanto, foi uma das poucas em que houve avanço. Atualmente é consensual que os países em desenvolvimento devem evitar a destruição da floresta tropical e que os ricos podem pagar por isso como forma de compensação pelas emissões causadas por suas economias industrializadas.


O artigo publicado nesta terça indica que o mecanismo de pagamento pela conservação da floresta é mais simples quando a proteção se dá por meio da criação de reservas, pois basta financiar os órgãos que cuidam de cada área. É mais complexo – embora não seja inviável - o pagamento a proprietários privados de forma pulverizada.


A criação e administração de uma rede de áreas de conservação em países em desenvolvimento custaria cerca de US$ 4 bilhões ao ano, o que representa entre 9 e 13% do capital que poderá ser levantado pelos mecanismos internacionais de Redd, afirmam os pesquisadores.

 

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