Dois anos após o lançamento da Operação Arco de Fogo, municípios que compunham o chamado "caldeirão do inferno", tamanha a quantidade de fumaça e fuligem saída das serrarias e carvoarias, reciclaram suas economias para se livrar dos destruidores da Amazônia. Paragominas (PA), por exemplo, patrocinou uma reviravolta ambiental e deixou a lista negra do desmatamento em que ocupava o primeiro lugar.
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Nesta quinta-feira (25), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, informou que, dos 43 municípios que compõem a lista (a maioria no Pará e em Mato Grosso), 30 reduziram o desmatamento em mais de 54% em 2009, comparado ao ano anterior. Desses, 22 atingiram desempenho para sair da lista negra. Em 12, a queda do desmatamento foi superior a 80%. Em oito, houve queda de 25% a 54% e foi registrado crescimento em apenas um.
A maior parte da lista foi alvo de repressão dos órgãos ambientais. Minc afirmou que os que fizerem o dever de casa receberão mais incentivos para passarem à condição de guardiães da floresta. O monitoramento do ranking é feito com a colaboração do Instituto do Homem e do Meio Ambiente (Imazon).
Em Paragominas, o governo teve de enfrentar ações
de madeireiros, que mandaram tocar fogo em instalações do Ibama
e até no hotel onde os servidores do órgão estavam hospedados. O
prefeito, Adnan Demaske, presente ao evento, relatou que
Paragominas assinou a primeira lei municipal do país que veda o
desmatamento em todo o seu território. "Daqui em diante
seremos um município verde, com uma economia baseada no
equilíbrio do meio ambiente com o progresso", disse.

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