Segundo Ibama, empresa Sidepar terá de pagar multa de R$ 38 mil. (Foto: Ibama / Divulgação)
Na maior operação já realizada pelo Ibama contra a produção, o transporte e o consumo ilegal de carvão, fiscais destruíram cerca de 250 fornos clandestinos em cidades do sudeste do Pará e apreenderam 27,7 toneladas de ferro gusa, fabricado com carvão irregular pela empresa Sidepar, em Marabá.
A chamada operação Corcel Negro começou no dia 22 de março, com ações que se espalham por todo o país.
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De acordo com informações do Ibama no Pará, a destruição de 250 fornos de carvão ilegal ocorreu no dia 26, nos municípios de Tailândia, Moju, Goainésia e Jacundá. As carvoarias funcionavam próximas à rodovia PA-150 e, segundo o coordenador da operação no estado, Paulo Maués, trabalhadores estavam sem registro em carteira e alojamentos e equipamentos de segurança eram precários nas dez carvoarias fiscalizadas. As empresas foram multadas em R$ 1 mil por forno funcionando ilegalmente.
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Também no dia 26, fiscais do Ibama no estado apreenderam 27,7
toneladas de ferro gusa, liga de ferro e carbono produzida por
meio da queima de carvão pela Sidepar. Para o Ibama, a
matéria-prima utilizada pela empresa era irregular. Uma das
maiores siderúrgicas no Pará, a Sidepar teve bloqueado seu
acesso ao Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos
Florestais (Sisflora) e terá de pagar uma multa de R$ 38 mil,
segundo o Ibama.
O Ibama afirma que a Sidepar foi flagrada
inserindo dados falsos no Sisflora, ao confirmar a chegada na
empresa de dois caminhões levando carvão, quando na verdade os
veículos estavam retidos pelo instituto por não possuírem
licença para transportar carga perigosa. De acordo com Maués, o
carvão ilegal contribui para aumentar o desmatamento na região.
A reportagem do Globo Amazônia tentou conversar por telefone com os responsáveis pela Sidepar em Minas Gerais e no Pará durante a manhã e a tarde desta segunda-feira (29), mas não obteve resposta.

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