Marcelo Freitas conta que passa entre 4 e 5 meses por ano viajando pela Amazônia para conseguir suas mercadorias. (Foto: Dennis Barbosa/Globo Amazônia)
Além das belas praias formadas pelas águas límpidas do Rio Tapajós, os visitantes da vila de Alter do Chão, em Santarém (PA), se surpreendem também com uma loja que reúne um acervo único de arte indígena. São centenas de peças originais de mais de 80 distintos povos amazônicos.
Há exemplares do banquinho típico dos índios tukano, redes, colares, vasos de diferentes tipos de cerâmica, máscaras com formas de animais, cestas, tecidos, armas, remos, entre outros tipos de ornamentos e artesanatos.
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Para reunir o acervo, o dono do local, o paulista Marcelo Freitas, um “antropólogo autodidata", como brinca, passa quase metade de seus dias viajando pela floresta para negociar diretamente com os povos indígenas.
Segundo conta, às vezes o negócio é fechado em dinheiro, e outras acontece na base do escambo. “Levo alguma coisa de que eles estejam precisando”, diz.
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Marcelo diz que só vende material autêntico
encontrado nas aldeias. “Nunca encomendo ou digo para mudarem
alguma peça”, afirma.
Já são 11 anos percorrendo as aldeias e fazendo
amizade com os índios. “Sou convidado pelas próprias lideranças,
não pela Funai”, explica.
Sua loja conta com muitos clientes estrangeiros
que vêm a bordo de cruzeiros amazônicos, mas também faz vendas pela
internet. “Os antropólogos babam quando vêm aqui”, conta, em
meio à sua rara coleção.

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