Área desmatada fica a cerca de 120 km da entrada do Parque Nacional do Xingu. (Foto: Ibama / Divulgação)
Na última semana, fiscais do Ibama multaram fazendeiros e
empresas de oito municípios de Mato Grosso em mais de R$ 12
milhões por praticarem destamatamento ilegal. Só um fazendeiro
de Nova Ubiratã, a cerca de 500 quilômetros de Cuiabá, foi
autuado em mais de R$ 11 milhões, acusado de cortar, sem
autorização, 2.234 hectares de mata nativa da Amazônia. A área é
equivalente a 14 vezes o tamanho do Parque do Ibirapuera, em São
Paulo.
A fiscalização também realizou auditoria em 11
empresas suspeitas de comércio ilegal de produtos florestais.
Cinco foram multadas. No total, cerca de 545 mil metros cúbicos
de madeira foram apreendidos. A quantia é suficiente para lotar
as carretas de 17 caminhões.
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Segundo o Ibama, o local em que foi detectado o
maior desmatamento, em Nova Ubiratã, foi embargado para permitir
a regeneração da floresta. A cidade fica a cerca de 120
quilômetros da entrada do Parque Nacional do Xingu.
A ação em Mato Grosso faz parte da operação Arco
de Fogo, realizada por diversos agentes do Ibama em escritórios
de todo o Brasil. Para encontrar o foco de corte ilegal em Nova
Ubiratã, os fiscais usaram imagens de satélite capturadas pelo
Sistema de Deteção de Deflorestamento em Tempo Real (Deter).

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