Após cerca de cinco meses de investigação no Pará, uma operação ocupou, na manhã desta segunda-feira (12), os pátios das 15 maiores madeireiras do Pará, suspeitas de desmatamento ilegal. Conhecida como Operação Delta, por fiscalizar empresas no delta do Rio Guamá, responsável por mais de 30% do escoamento da madeira extraída no estado, a ação contou com a participação de órgãos federais vinculados à Comissão Interministerial de Combate aos Crimes e Infrações Ambientais (Ciccia).
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Uma das maiores ações no combate a crimes
ambientais no Brasil, a Operação Delta mobilizou o trabalho
integrado de diversas instituições, entre elas a Polícia
Federal, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) e o
Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). No total, 370 pessoas
participaram do esquema. Só o Ibama utilizou cerca de cem
fiscais, além de dois helicópteros e três lanchas, para ocupar
os pátios das empresas.
A investigação identificou 66 grandes
empreendimentos madeireiros nos arredores de Belém com suspeitas
de irregularidades. As acusações mais comuns são esquentamento
de madeira ilegal e crédito virtual, mas também há indícios da
ocorrência de empresas fantasma. "Nosso levantamento
demonstra fraudes gigantescas. Boa parte delas é sobre créditos
fictícios registrados no Sisflora (Sistema de Comercialização e
Transporte de Produtos Florestais) para acobertar madeira
extraída de forma irregular de terras indígenas e unidades de
conservação", diz Bruno Barbosa, coordenador geral de
fiscalização do Ibama.
O processo de medição nos pátios das empresas deve
durar cerca de 15 dias. Por enquanto, estima-se que mais de 30
mil metros cúbicos de madeira ilegal serão apreendidos. Segundo
o Ibama, o material fiscalizado será destinado a programas sociais.
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