Ainda falta fiscalizar algumas estradas na floresta, cujos acessos foram bloqueados com toras. (Foto: Divulgação)
Embrenhados desde 22 de março na Reserva Extrativista Renascer, no Pará, agentes ambientais do Ibama e da Polícia Federal conseguiram encontrar pelo menos 65 mil metros cúbicos de madeira cortada de maneira irregular.
O volume poderia lotar as carretas de cerca de 2.600 caminhões e representa a maior apreensão de madeira já realizada no Brasil, de acordo com o delegado Paulo Teles, chefe da Operação Arco de Fogo em Santarém (PA).
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"Quandos os pilotos do helicóptero sobrevoaram a área em que estava a maior parte da madeira, com 40 mil metros cúbicos, eles disseram que nunca tinham visto nada igual. E já trabalham há mais de dez anos com isso", diz Teles. "Ainda falta fiscalizar alguns ramais (estradas) da floresta, mas os responsáveis pelo desmatamento estão bloqueando caminhos com toras de madeira para dificultar a ação. A madeira estava em uma área de reserva e não poderia ser explorada."
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De acordo com o delegado, a investigação sobre as
madeireiras que desmataram a área ainda está em curso. Por
enquanto, já encontraram irregularidades em uma serraria da
região, que possui plano de manejo. A madeira apreendida poderá
ser doada a instituições de caridade ou ir a leilão para outros madeireiros.
A Reserva Extrativista Renascer fica localizada no
noroeste do Pará, próxima ao encontro do Rio Amazonas com o Rio
Xingu. Segundo Teles, a madeira encontrada tem principalmente
toras de árvores mais nobres, como o ipê, o jatobá, a
maçaranduba e o angelim. A reserva foi criada no ano passado e,
em janeiro deste ano, já passou por fiscalização
que encontrou 6.400 metros cúbicos de madeira ilegal.
Pilotos do helicóptero que avistou maior quantia de madeira disseram que nunca tinham observado nada igual. (Foto: Divulgação)
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