No sul do Pará, área de floresta foi desmatada para dar lugar a pasto. (Foto: Rodrigo Baleia/Greenpeace)
Quase um ano após a publicação do relatório do Greenpeace que aponta a pecuária como principal vetor do desmatamento na Amazônia, os frigoríficos avançaram no processo de cadastrar e monitorar seus fornecedores no bioma.
Mas ainda não conseguem rastrear 100% da cadeia e estão revendo os prazos do compromisso assinado com a organização não-governamental (ONG) em outubro de 2009.
Em outubro do ano passado, a promessa dos frigoríficos era cadastrar seus fornecedores dentro de um prazo de 180 dias.
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Os principais frigoríficos que têm fornecedores de carne na Amazônia, como Marfrig, Minerva e JBS Friboi, pediram mais três meses de prazo para concluir o monitoramento de suas cadeias. Na última reunião com o Greenpeace, no início do mês, representantes da indústria alegaram dificuldades no rastreamento. "Enquanto os frigoríficos que têm fornecedores não monitorarem 100% da cadeia, será impossível afirmar que não existe mais gado em área de desmatamento", diz Marcio Astrini, da campanha Amazônia do Greenpeace.
O frigorífico Marfrig, que tem boa parte de seus fornecedores
localizados no Mato Grosso, conseguiu mapear pouco mais de 80%
das fazendas fornecedoras localizadas no bioma amazônico. O
diretor de sustentabilidade do Grupo Marfrig, Ocimar Villela,
estima que os três meses a mais de prazo serão suficientes para
chegar a 100% de fornecedores rastreados. "O processo está
evoluindo. Há dificuldades, pois o processo também depende da
vontade das fazendas."
A JBS Friboi, maior frigorífico do mundo e que
recentemente comprou o Bertin, afirma em nota que está avançando
no monitoramento dos fornecedores. Otávio Cançado, diretor
executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras
de Carne (Abiec), argumenta que houve um grande avanço por parte
dos frigoríficos. "As áreas que a gente não tem
georreferenciamento são de difícil acesso ou para chegar lá era
preciso passar por parques nacionais."

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