A cultura ianomâmi é o eixo principal da ópera “Amazonas – teatro música em três partes", que estreia neste sábado (8) em Munique, na Alemanha. Trata-se de um espetáculo multimídia em três atos que mistura a cosmologia ianomâmi com recursos audiovisuais e conceitos científicos modernos.
Ensaio da terceira parte do espetáculo multimídia. (Foto: Divulgação)
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Os ianomâmi são um dos maiores grupos indígenas remanescentes na
Amazônia, e vêm há anos denunciando a invasão de suas terras por
garimpeiros.
A ópera usa a visão de mundo indígena como ponto
de partida para contrapor a espiritualidade dos xamãs a uma
visão tecnológica-científica do mundo.
A ideia, segundo os organizadores, é propor um novo olhar sobre
diferentes aspectos da Amazônia - biodiversidade, mudanças
climáticas, queimadas e a ameaça à existência dos povos tradicionais.
O xamanismo ianomâmi serve de inspiração para o
trabalho dos artistas do projeto, que foi inicado em 2006.
Participam da montagem os artistas multimídia Peter Weibel e José
Wagner Garcia, os compositores Klaus Schedl, Tato Taborda e
Ludger Brümmer, o sociólogo Laymert Garcia dos Santos, o xamã
Davi Kopenawa, o antropólogo Bruce Albert, o produtor Michael
Scheidl , entre outros.
“Amazonas – Teatro música em três partes” é uma
coprodução do Instituto Goethe com Bienal de Munique, Sesc de
São Paulo, Hutukara Associação Ianomâmi, Teatro Nacional São
Carlos de Lisboa e Centro de Cultura e Mídia de Karlsruhe. A
ópera deve ser montada em São Paulo em julho.

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